Actas / Atas
1988-2002
Presentación / Apresentação
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VIII Simpósio (2002)
Índice por autores

 

 

Barreira linguística e desenvolvimento

Manuela Pintão
Ministério da Agricultura,
do Desenvolvimento e das Pescas
Portugal

 

Sendo a língua um dos principais meios de comunicação entre os homens e ocupando a língua portuguesa, geograficamente, espaço em todos os continentes, tem sido esta que tem tornado possível, pela sua presença, a comunicação entre povos de muitas e diferentes regiões nas suas relações políticas, comerciais e religiosas.

Espalhado por tão vasta área, é inevitável que o português, como qualquer língua viva, apresente variantes, entendendo-se por variantes as variedades de uma única língua usada em diferentes países.

Mas essas diferenças não implicam, contudo, a não existência de uma superior unidade do nosso idioma, sendo essa unidade que assiste à coesão que até hoje a língua portuguesa conseguiu manter entre as suas variantes e que garante a intercompreensão entre os diversos povos.

A língua, como facto social, não pode ser imutável. Antes pelo contrário, tem de estar em permanente evolução acompanhando a evolução da sociedade, enquanto criação da sociedade.

Como meio de expressão de indivíduos que vivem em sociedades social, cultural e geograficamente diferentes, as variedades linguísticas são estruturadas de forma a corresponderem às necessidades de quem as fala. É através dos seus utilizadores que uma língua se constitui e se transforma, enriquecendo assim o património comum que é a língua portuguesa com formas e construções novas, e consequentemente comprovando o dinamismo do nosso idioma, meio de expressão e de comunicação de cerca de 200 milhões de indivíduos.

As línguas evoluem porque se vêem obrigadas a acompanhar a evolução e a transformação das sociedades nos diferentes domínios, e só sobrevivem se se adaptarem às necessidades dos seus falantes.

Se a unidade da língua portuguesa é necessária, também o é a existência de uma terminologia científica e técnica comum a todas as variantes do português e que acompanhe o desenvolvimento dos diferentes países nos domínios da ciência e da tecnologia.

O AGROVOC (Agricultural Vocabulary) veio assim abrir novas perspectivas de intercâmbio cultural, científico e técnico entre todos os países lusófonos.

Considerando uma terminologia comum um dos factores mais importantes no processo de transferência de informação e conhecimentos fundamentais a todo o desenvolvimento, o aparecimento do AGROVOC surge como instrumento vital no processo de transferência de informação e conhecimentos conducentes ao desenvolvimento agrícola.

Sendo importante a existência de uma terminologia comum entre diferentes países com outros tantos diferentes idiomas, facilmente se entende a importância de uma terminologia comum entre países com uma língua comum.

Embora tratando-se de uma linguagem artificial, qualquer terminologia é naturalmente aceite entre os profissionais de uma dada área, porque é essencial a uma comunicação rigorosa e unívoca.

De facto, a barreira da linguagem constitui um enorme entrave ao fluxo do conhecimento científico, um grande obstáculo à difusão da informação científica e técnica, fazendo-se sentir tanto mais acentuadamente à medida que vão surgindo mais e mais sistemas de informação, criando redes internacionais para coordenação desses mesmos sistemas e desenvolvendo as técnicas utilizadas para a transferência de informação.

Fala-se muito, hoje em dia, que o mundo se transformou numa “aldeia global”, dados os progressos nas áreas da informática e das telecomunicações. De facto, não é a distância que constitui uma limitação à comunicação, mas sim a barreira linguística, que provoca falhas na comunicação, que se fazem sentir mais acentuadamente nos países em que essas barreiras existem.

A língua de comunicação internacional nem sempre coincide com a língua do país e é cada vez mais necessário comunicar com diversos países com diferentes idiomas, tendo-se nas últimas décadas intensificado as relações internacionais a todos os níveis, as quais, por sua vez, têm implicado um aumento do multilinguismo. A comunicação tem de se fazer em mais do que uma língua e é imprescindível que haja equivalências fiáveis entre as línguas.

Nesse sentido, tem-se vindo a dar cada vez mais atenção à criação de bancos de dados terminológicos, à elaboração de tesauros multilingues e à tradução automática e semi-automática.

Dada a tendência, cada vez maior, de expansão dos sistemas de informação para além das fronteiras linguísticas, facilmente se entende o papel preponderante que os tesauros multilingues ocupam no intercâmbio da informação entre países com diferentes níveis de desenvolvimento, com as vantagens óbvias daí decorrentes para os países em desenvolvimento.

Todos os países, desenvolvidos ou em desenvolvimento, têm necessidade de se relacionar internacionalmente e de comunicar numa linguagem actualizada, em que estejam inseridos os novos termos resultantes dos novos conceitos que a evolução e o desenvolvimento da sociedade obrigam constantemente a criar.

A existência deste e de outros tesauros multilingues veio permitir e facilitar a cooperação em matéria de informação entre países com contextos linguísticos diferentes. O AGROVOC, como tal, permite que a indexação e recuperação da informação contida na base de dados AGRIS se façam não só através de um idioma, permitindo ao indexador ou utilizador trabalhar na língua com que se sinta mais familiarizado.

Embora os homens comuniquem prioritariamente entre si através da linguagem natural, existe uma terminologia própria a cada área do conhecimento, e para que a comunicação entre os profissionais dessa área seja possível e eficaz é fundamental o conhecimento da terminologia especializada, cada termo designando uma realidade bem definida, com um conteúdo preciso. É esse rigor colocado no uso dos termos científicos e técnicos que permite que os especialistas comuniquem entre si de uma forma clara, precisa, isenta de erros e ambiguidades, e possibilita o intercâmbio e a transferência da informação, do conhecimento e da tecnologia.

Enquanto membros de uma comunidade lusófona, somos detentores de um bem comum, a língua portuguesa. Há que potenciar e investir nesse património que é de todos, utilizando-a e vivenciando-a no dia-a-dia, e deste modo dinamizando-a e perpetuando a sua existência.

A versão portuguesa do AGROVOC é o nosso contributo.

 

AGROVOC: dos primórdios à actualidade

O AGROVOC - tesauro multilingue de terminologia agrícola - surgiu da necessidade que os países participantes no Sistema AGRIS (International Information System for the Agricultural Sciences and Technology), coordenado pela FAO, vinham sentindo há já algum tempo de uma linguagem comum para indexação e recuperação da informação constante da base de dados AGRIS.

Reconhecendo a legitimidade de tal pedido, a FAO e a Comissão das Comunidades Europeias decidiram conjugar esforços no sentido de patrocinarem em conjunto a preparação do AGROVOC, tendo a 1ª edição surgido em 1982.

Embora a CCE tivesse já elaborado versões multilingues de outros tesauros cobrindo áreas temáticas específicas (Veterinária, Alimentação, Economia Agrária e Sociologia Rural), estava interessada no desenvolvimento do sistema AGRIS, de que tinha sido um dos fundadores e no qual participava como centro regional de input.

Actualmente responsável pelas versões inglesa, francesa, espanhola e árabe do AGROVOC, a FAO encorajou desde a primeira hora os países com necessidades linguísticas diferentes a tomar a iniciativa de produzir as suas próprias versões do tesauro.

Foi esse o caso de Portugal, que decidiu elaborar a versão portuguesa do AGROVOC, tendo em conta não só a posição que a língua portuguesa ocupa entre as línguas mais faladas no mundo, como também a importância de que tal instrumento de trabalho se reveste para todos quantos os envolvidos no tratamento da informação agrícola em Portugal e nos países de expressão portuguesa.

Esse trabalho começou a ser realizado por um grupo de trabalho informal, mas reconhecendo a importância do mesmo, o Ministério da Agricultura assumiu o compromisso da sua prossecução, tendo a 1ª edição da versão portuguesa (correspondente à 3ª edição do AGROVOC sob a responsabilidade da FAO) sido concluída em 1997 na Secretaria-Geral do actual Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas.

O Grupo de Trabalho tem tido uma formação mais ou menos constante e integra especialistas em várias áreas (agronomia, silvicultura, biologia, veterinária, etc.), na sua maioria técnicos do MADRP, tendo-se recorrido, na impossibilidade de integrar técnicos especialistas em tantas áreas quantas as contempladas no AGROVOC, a material de suporte diverso desde dicionários técnicos a glossários e outras obras de referência específicas.

Esta experiência de uma equipa pluridisciplinar tem-se vindo a revelar extremamente enriquecedora, pela complementaridade de imagens que se vão construindo através da intervenção de técnicos com formação específica dentro da área Agricultura, tendo estes anos de trabalho em comum contribuído para o enriquecimento de todos numa perspectiva global do universo que, por força das especializações de cada um, se tende a ver parcelado.

Em determinada fase do processo, havendo conhecimento de que o Brasil, país igualmente participante no Sistema AGRIS, vinha desenvolvendo um trabalho semelhante, resolveu-se proceder à comparação entre as duas versões com o objectivo de seleccionar os termos divergentes para preparação de uma versão portuguesa única do AGROVOC.

Nesse sentido, teve lugar em Brasília, no Ministério da Agricultura e Reforma Agrária do Brasil, uma reunião entre técnicos portugueses e brasileiros para discussão e acordo quanto à “tradução” de alguns desses termos, tendo sempre como objectivo encontrar o vocábulo mais adequado, mais de acordo com a sua inserção e conhecimento nos dois países. O resultado foi francamente positivo, com algumas cedências de parte a parte e por vezes o recurso a um terceiro termo satisfatório para ambos.

Esta reunião, que deveria ter sido a primeira de um conjunto de tantas reuniões quantas as necessárias até à concretização do trabalho, não teve sequência devido a constrangimentos de vária ordem, pelo que a presente edição corresponde à versão portuguesa (de Portugal) do AGROVOC.

No entanto, e dado que os novos programas informáticos de gestão de tesauros permitem a inclusão de termos noutros idiomas ou noutras variantes do mesmo idioma, é viável, a partir desta base de trabalho, construir uma versão portuguesa do AGROVOC que contemple não só a variante do Brasil, mas também as variantes dos outros países lusófonos.

Inicialmente usado, como atrás referido, para indexação e recuperação da informação da base de dados AGRIS, e posteriormente também para o sistema CARIS (Current Agricultural Research Information System), igualmente gerido pela FAO, o AGROVOC, dado o seu carácter multilingue, é hoje em dia amplamente usado em vários sistemas de informação agrária espalhados por todo o mundo para indexação da informação produzida no sector.

Sendo um tesauro um instrumento de trabalho dinâmico, e não uma lista estática de termos, o aperfeiçoamento e actualização do AGROVOC são uma constante e estão sempre em preparação novas edições.

Desde o seu aparecimento o AGROVOC não tem parado de crescer, tendo vindo a ser incluídos novos termos, com o duplo objectivo de dar resposta às necessidades que se fazem sentir e de acompanhar a evolução do domínio abrangido.

A edição de 1999 - a 4ª da responsabilidade da FAO - contém 16 607 descritores, tendo sido incluídos cerca de 500 novos termos relativamente à 3ª edição de 1995. A 2ª edição (1992) continha 14 714 descritores e a 1ª edição 8 660.

Estes números mostram bem a evolução que o AGROVOC tem sofrido ao longo do tempo e o nível cada vez mais específico de indexação que um número sempre crescente de descritores permite.

Desenvolvimentos sucessivos em todos os ramos do conhecimento, bem como novos campos de investigação implicam a formação de conceitos novos que requerem novas designações.

O AGROVOC, enquanto tesauro de agricultura, é uma linguagem em constante evolução que, como tal, deve reflectir o desenvolvimento científico e tecnológico da área que cobre. Neste caso concreto, os termos agricultura e agrícola são usados no seu conceito mais lato, entrando por áreas diferentes, embora afins, nas relações e interligações que essas áreas detêm com a Agricultura.

A produção de informação científica e técnica tem vindo a crescer exponencialmente e a informação, cada vez mais especializada, tem igualmente vindo a ser reconhecida como cada vez mais importante no processo de desenvolvimento de cada sector, de cada país. As terminologias representam, neste contexto, um papel de relevo, na medida em que são elas que asseguram a comunicação entre profissionais e têm de ser constantemente actualizadas para não perderem eficácia, isto é, têm de acompanhar o desenvolvimento da linguagem usada na literatura científica e técnica.

Com a revolução que se tem vivido nas últimas décadas a nível das tecnologias da comunicação, pode-se afirmar que a informação nunca esteve tão acessível como agora. Mas as novas tecnologias por si só não suprem a necessidade de recuperação da informação relevante, que continua a depender do rigor e especificidade com que a mesma é descrita, i.e. indexada, onde quer que ela se encontre.

 

AGROVOC: apresentação geral

Numa tentativa de definição de um tesauro, poder-se-à dizer que se trata de um vocabulário estruturado, controlado e dinâmico de termos - descritores - com relações semânticas e genéricas entre si, concebido para cobrir a terminologia de um domínio específico do conhecimento.

Um tesauro é, pois, um instrumento criado para controlar a terminologia utilizada numa dada área, transpondo a linguagem natural que aparece nos documentos e que é usada vulgarmente pelos utilizadores e mesmo pelos indexadores da informação que esses documentos veiculam, para uma linguagem mais restrita, controlada, a chamada linguagem documental.

Os termos correspondem às designações dos conceitos, enquanto “unidades do pensamento” e estes termos, normalizados quando integrados em terminologias, representam uma correspondência unívoca entre um conceito e a sua designação no interior de um domínio específico.

O âmbito de assuntos do AGROVOC é muito vasto, cobrindo o do AGRIS que, por sua vez, é um decalque do âmbito de esferas de interesse da própria FAO.

O AGROVOC é apresentado, em cada uma das versões linguísticas, sob a forma de lista alfabética única, incluindo três categorias de entradas: descritores, não-descritores e termos permutados de descritores e não-descritores representados por expressões compostas. Tanto os descritores como os não-descritores são acompanhados do bloco de palavras onde se inserem. Os termos permutados, quer sejam derivados de descritores quer de não-descritores, remetem o utilizador para o descritor que deve ser usado na indexação ou na pesquisa.

Têm sido preparadas versões noutras línguas pelos centros nacionais ou por grupos de países que têm uma língua comum e por eles têm sido mantidas. Algumas destas versões linguísticas, de que a versão portuguesa é um exemplo concreto, estão disponíveis sob a forma de base de dados no site do Centro de Informação AGRIS/CARIS, http://www.fao.org/agris.

O multilinguismo está reflectido em cada uma das versões, na medida em que no fim do bloco de palavras de cada descritor são apresentados os termos equivalentes em duas outras línguas, sendo obrigatória a tradução dos descritores e opcional a dos não-descritores. Deste modo, a lista serve também como índice multilingue.

Exemplo:

PESCA ARTESANAL
(Pesca de subsistencia usando artes de pesca e embarcacoes simples)
up          pesca de subsistencia
up          pesca em pequena escala
TG1      pesca
tr            pequena empresa
En          artisanal fisheries
Fr           peche artisanale

Os descritores são termos de indexação que consistem numa ou mais palavras representativas de um único conceito. Aparecem em letras maiúsculas e são seguidos pelo seu bloco de palavras, que é constituído pelo conjunto completo de termos e notas associados ao descritor, completado ainda pelos termos equivalentes em duas outras línguas. O significado de um descritor é dado pelo seu contexto, ou seja o bloco de palavras que lhe está adjacente. Quando necessário contém uma nota de aplicação, de modo a evitar qualquer ambiguidade na sua utilização.

Os não-descritores, também chamados “termos proibidos”, ajudam o utilizador a encontrar o descritor ou descritores apropriados, pois remetem para os descritores que são os termos preferenciais e os únicos que podem ser usados na indexação. Tal como os descritores, os não-descritores podem incluir uma nota de aplicação no seu bloco de palavras. Por vezes um conceito é expresso por dois termos:

Exemplo:

- germinacao do polen
USE germinacao
E          polen
En        pollen germination
Fr        germination du pollen

O número de descritores com a sua estrutura hierárquica é igual em todos os idiomas, o mesmo não acontecendo com o número de não-descritores que varia de idioma para idioma consoante as necessidades de cada um. Consequentemente, uma vez que nem todos os não-descritores têm tradução nas outras línguas, podem faltar os equivalentes dos não-descritores.

Tanto os descritores como os não-descritores são substantivos ou expressões substantivadas, tendo a sua escolha sido essencialmente baseada na frequência do seu aparecimento na literatura.
As notas de aplicação são muito usadas no AGROVOC para esclarecer o significado quer de descritores, quer de não-descritores. Contêm:

definições de termos, como por exemplo: FERTIRRIGACAO

(Aplicacao de fertilizantes em agua de irrigacao)

remissivas para os descritores que representam conceitos diferentes do conceito atribuído ao termo em consideração, no caso de o termo ter mais do que um significado, como por exemplo: SUBSTRATO DE CULTURA

(Para a cultura de celulas ou tecidos usar MEIO DE CULTURA)

limitações (ou alargamento/extensões) do âmbito de aplicação do termo, como por exemplo: TOXICIDADE

(Para solo usar TOXICIDADE DO SOLO)

Algumas definições poderão parecer supérfluas para aqueles que dispõem de uma versão linguística do AGROVOC na sua língua mãe, mas não o serão se se tiver em conta que o AGROVOC é essencialmente um tesauro destinado a uma comunidade multilinguística e multicultural.

 

Relações entre termos no AGROVOC

As relações hierárquicas são aquelas que existem entre conceitos específicos e conceitos genéricos e, consequentemente, entre termos específicos e termos genéricos.

As relações hierárquicas válidas em qualquer contexto, também denominadas por relações hierárquicas intrínsecas, são as únicas que existem no AGROVOC. As relações hierárquicas extrínsecas, isto é, as relações que dependem do contexto foram consideradas relações associativas.

Exemplo:

As relações preferenciais cobrem todos os casos de verdadeiros sinónimos, incluindo variantes ortográficas, termos quase sinónimos e acrónimos ou iniciais vs. nomes por extenso.

Alguns descritores podem ser encontrados em diferentes sequências hierárquicas. Trata-se das chamadas polihierarquias, ou seja, a existência de vários termos genéricos de nível equivalente num único bloco de palavras.

A tabela abaixo representa todos os símbolos usados nos blocos de palavras dos descritores e não-descritores:

 

Conclusão

A elaboração de versões portuguesas a partir de tesauros multilingues, susceptíveis de servirem as nossas necessidades e os nossos padrões, constitui uma tarefa aliciante e enriquecedora para todos os intervenientes no processo da informação, considerando-se que a experiência, indubitavelmente positiva, do AGROVOC possa servir de modelo e seja extrapolável para outras áreas do conhecimento.

 

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