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Considerações sobre as diferenças na Língua Portuguesa
na educação universitária

Rosana Alvarez Paschoalino
Elenise Maria de Araújo
Serviço de Biblioteca
Escola de Engenharia de São Carlos-USP
São Carlos, SP
Brasil

 

Resumo

Estudo de caso aplicado a Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo, Brasil. Analisa, por meio de entrevista, um aluno inserido no programa de pós-graduação Instituição, procedente de país africano com a mesma língua oficial portuguesa (Moçambique). O trabalho tem como objetivo fornecer subsídios para a normalização dos termos através de dicionários técnicos em áreas específicas na língua portuguesa, em situações pontuais. A metodologia tem como objetivos:

Verificar se existem variações entre a língua portuguesa falada no Brasil e em Moçambique;

Analisar se tais diferenças implicam em prejuízo ao trabalho ou caracterizam apenas peculiaridades que podem ou devem ser mantidas, preservando assim a identidade cultural do país;

Relacionar e considerar os fatores relevantes para que haja cooperação entre especialistas e terminólogos;

O estudo propõe ainda ações para o desenvolvimento e expansão da língua portuguesa e o conseqüente enriquecimento cultural dos países lusófonos.

 

Introdução

A língua portuguesa é patrimônio de 12 países, (oficialmente falada em sete) distribuídos geograficamente da seguinte maneira:

Continente País Idioma oficial Situação politica atual Habitantes Habitantes que falam o idioma
Europa Portugal português República parlamentarista 10,3 milhões 9,9 milhões
América do Sul Brasil Português República federativa 169 milhões 151 milhões
Africa     Angola Português República presidencialista 13 milhões 10,3 milhões
Moçambique Português República parlamentarista 161 milhões 15,3 milhões
Guiné-Bissau Português República parlamentarista 450 mil 346 mil
Cabo Verde Português República parlamentarista 140 mil 126 mil
São Tomé e Príncipe        
Asia  Macau Chinês Região Administrativa da China 425 mil Não disponível
Goa Damão e Diu hindi Províncias indianas 1,2 milhões Apenas os mais idosos
Oceania Timor Leste Tetum e português República parlamentarista 750 mil Não disponível

Fonte: SANTOS, 2002

Atualmente, o idioma português é falado por aproximadamente 200 milhões de pessoas. É a oitava língua mais falada no planeta (terceira entre as línguas ocidentais) e é um dos idiomas oficiais da União Européia desde 1986. A situação do Português no mundo é a seguinte:

Países Situação atual
Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe Língua oficial. Apresenta variações regionais e convivência com outros idiomas nativos
Macau, Goa, Damão, Diu (países asiáticos) Timor Leste (na Oceania) Falado por parte da população ou deu origem a dialetos

Fonte: CIPRO NETO & INFANTE,1999

 

O idioma português nos países africanos

Em Angola e Moçambique, onde o português se implantou mais fortemente como língua falada, ao lado de numerosas dialetos e ínguas indígenas, fala-se um português bastante puro, embora com alguns traços próprios, em geral arcaísmos ou dialetos lusitanos semelhantes aos encontrados no Brasil. A influência das línguas negras sobre o português de Angola e Moçambique foi muito leve, podendo dizer-se que abrange somente o léxico local.

Nos demais países africanos de língua oficial portuguesa, o idioma é utilizado na administração, no ensino, na imprensa e nas relações internacionais. Nas situações da vida cotidiana são utilizadas também línguas nacionais ou crioulos de origem portuguesa. Essa convivência com línguas locais vem causando um distanciamento entre o português regional desses países e a língua portuguesa falada na Europa, aproximando-se em muitos casos do português falado no Brasil (LÍNGUA PORTUGUESA, 1996).

É a seguinte a situação lingüística nos países africanos de língua oficial portuguesa:

País Participação da língua portuguesa entre os habitantes
Angola Em 1983, 60% dos moradores declaram que o português é sua língua materna. A língua oficial convive com o bacongo, o chacue, o ovibundo e o quibundo
Cabo Verde Fala-se um crioulo que mescla o português arcaico a línguas africanas
Guiné Bissau Em 1983, 44% da população fala um crioulo, 11% o português e o restante inúmeras línguas africanas
Moçambique O português é a língua oficial falada por 25% da população, mas apenas, 2% a considera como língua materna. A maioria da população fala línguas do grupo banto.
São Tomé e Príncipe A maioria da população fala as línguas locais forro e moncó, além de línguas de Angola

Fonte: LÍNGUA PORTUGUESA, 1996

Neste estudo foram desprezadas as variantes existentes no interior da língua, ou seja, os dialetos que por ventura os indivíduos registram em sua linguagem coloquial.

 

A origem da língua portuguesa

Segundo CIPRO NETO & INFANTE (1999), português é uma língua formada a partir do latim levado pelos romanos à região da Península Ibérica, que passou pelos seguintes períodos:

Protoportuguês: do século IX ao século XII. São raros os documentos desse período. Entre eles, encontram-se coletâneas de poemas medievais. Constituí-se essencialmente de textos redigidos em latim bárbaro nos quais se encontram algumas palavras portuguesas;

Português histórico: do século XII aos dias atuais. Esse período divide-se em duas fases:

Fase arcaica: do século XII ao século XV. Nessa fase houve inicialmente uma língua comum nas regiões da Galízia e norte de Portugal (galego-português ou galaico-português). Há farta documentação desse período, que inclui a literatura lírica galego-portuguesa. Com a separação política de Portugal, os falares se individualizaram distinguindo-se aqui a língua nacional e o dialeto regional, como é até os dias atuais.

Fase moderna: do século XVI aos dias atuais, onde ainda se distinguem o português clássico (séculos XVI e XVII), onde iniciaram-se os estudos gramaticais e desenvolveu-se vasta literatura; do português pós-clássico (do século XVIII aos dias atuais), onde se verificam as características encontradas atualmente no idioma.

O processo de expansão da língua portuguesa pelas várias regiões do planeta iniciou-se a partir do século XV, pela ação dos conquistadores, colonos e emigrantes.

 

Variações lingüísticas do idioma português

Entre os fatores que originam as variações lingüísticas encontradas no idioma, CIPRO NETO & INFANTE (1999) citam os fatores geográficos, fatores sociais, profissionais e situacionais.

Sobre esses fatores, para este estudo, considera-se que:

Não se consideram as variações lingüísticas promovidas pelo fator situacional, visto que o estudo pretende estabelecer-se sobre uma população homogênea;

O estudo trata de um pesquisador da área de Engenharia, que se utiliza vocabulário técnico, de uso restrito basicamente ao intercâmbio de engenheiros;

O pesquisador tem alto grau de escolaridade e utiliza-se, portanto, da norma culta para comunicar-se.

Pode-se atribuir apenas ao fator geográfico, portanto, a responsabilidade sobre as variações nas diferentes formas da língua portuguesa.

 

O estudo de caso

O Campus da Universidade de São Paulo em São Carlos compreende quatro unidades acadêmicas: Escola de Engenharia, Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, Instituto de Física e Instituto de Química. O conjunto das quatro unidades figura como um dos 10 centros de pesquisa mais produtivos no país (MEIS & LETA, 1996).

O estudo, que originalmente pretendia estabelecer as diferenças da língua portuguesa falada no Brasil e em todos os países do continente africano, cuja língua oficial é o Português tomou outro rumo ao se verificar que há, em todo o Campus da Universidade de São Paulo, em São Carlos, apenas um estudante inserido no programa de pós-graduação da Engenharia Ambiental da Escola de Engenharia de São Carlos, um moçambicano de 29 anos, no Brasil desde 1996.

O fato de haver apenas esse estudante em um centro de pesquisa de relevância, como é o caso do Campus USP São Carlos talvez reflita a situação dos imigrantes africanos atuais, que ainda estão expostos à violência que sofreram e ainda sofrem os países africanos e a conseqüente falta de recursos e estímulos. No Brasil pode-se identificar entre os imigrantes, dois grupos principais: os refugiados políticos e estudantes universitários.

Os primeiros estudantes universitários chegaram ao Brasil na década de 1960. Eram 16 pessoas do Senegal, Gana, Camarões e Cabo Verde que vieram subsidiados com recursos do Governo brasileiro. Atualmente, os estudantes vêm com bolsas dos próprios países ou de organismos internacionais.

Segundo a vice-presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), principal organismo nacional brasileiro de fomento à pesquisa, Alice Rangel de Paiva Abreu, “a maioria dos estudantes de pós-graduação está na área de saúde, em seguida nas humanidades e em terceiro lugar, nas disciplinas biológicas. A Universidade de São Paulo, a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Universidade de Campinas são as que mais recebem estudantes estrangeiros” (MIGRAÇÃO, 2001).

 

O perfil do pesquisador

O indivíduo entrevistado, um moçambicano, de 29 anos, desde 1996 no Brasil, realizou a graduação em Biologia na Universidade Federal de Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais. Seu ingresso na graduação foi promovido pelo Centro de Estudos Brasileiros em Moçambique, por meio de um concurso preparado pelo Ministério de Cultura e Educação – MEC no Brasil. Na ocasião uma bolsa de estudo foi oferecida pelo CNPq, como ajuda financeira para os três primeiros alunos classificados.

Durante a graduação, o aluno retornava anualmente ao país de origem para prestar contas do trabalho desenvolvido e, após a conclusão do curso, perdeu automaticamente o subsídio do Centro de Estudos Brasileiros, destinado apenas para alunos que vêm se graduar no Brasil.

Após ter-se formado biólogo, o estudante realizou concurso na Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo (Brasil) e foi aprovado para ingresso no programa de pós-graduação em Engenharia Ambiental.

 

A entrevista

Os procedimentos de pesquisa utilizados foram construídos para contemplarem satisfatoriamente os objetivos específicos definidos nessa pesquisa.

Elaborou-se um roteiro de entrevista detalhada com o propósito de reunir o maior número de informações e definir o perfil inicial do aluno de pós-graduação da Escola de Engenharia de São Carlos, avaliando o domínio e o conhecimento terminológico.

O roteiro foi essencialmente elaborado a partir de cinco questões, quatro delas sobre os conceitos de diferenciação idiomática entre o português do Brasil e do país de origem (Moçambique). A outra questão trata, especificamente, sobre a importância do trabalho cooperativo entre um terminólogo e o especialista da área técnica.

Questão 1: Há diferenças entre a língua portuguesa falada em Moçambique e a falada no Brasil?

O entrevistado reportou-se aos primeiros anos de estadia no Brasil e considerou que a maior diferença com relação ao idioma surgia no momento das conversas cotidianas. Porém um dos fatores que colaboraram para o sucesso da adaptação do entrevistado foram as instruções fornecidas no Centro de Estudos Brasileiros em Moçambique, por meio de palestras informativas sobre a cultura dos brasileiros, seus hábitos e costumes.

Questão 2: Poderia citar alguns exemplos de termos técnicos de sua área que não encontrou similares no Brasil?

O entrevistado ressaltou que durante a graduação, os problemas de identificação idiomática encontrada foram os inúmeros termos científicos advindos do tupi-guarani (língua indígena nativa do Brasil) extremamente usados na área biológica.

Porém, por essa dificuldade notoriamente passam também os brasileiros que não conhecem a língua indígena e sua influência nos nomes populares da fauna e flora nacionais. Os demais termos técnicos na área biológica são originários do latim e conseqüentemente de reconhecimento universal (principalmente pelas pessoas cujo idioma falado seja o português ou outra língua de origem latina).

Dos exemplos de termos técnicos da sua área de atuação, o entrevistado citou alguns termos que passou a usar para receber o reconhecimento na comunidade científica brasileira.

Citou também inúmeros termos absorvidos dos originais da língua inglesa que aparecem traduzidos no português falado em Moçambique e não no português utilizado no Brasil ou vice versa.

Questão 3: Essas diferenças podem trazer prejuízos à pesquisa?

O entrevistado foi categórico ao afirmar que é necessária a substituição dos termos técnicos usados em Moçambique pelos termos aceitos na comunidade acadêmica brasileira. Essa substituição significa a revisão da pesquisa, visto a necessidade de compor um glossário e acrescentá-lo ao trabalho final, no Brasil intitulado Dissertação (obtenção de título de mestre) ou Tese (obtenção de título de doutor).

Citou como um prejuízo pessoal quando, em seu projeto de pesquisa para o programa de pós-graduação, que pretendia estudar a Represa dos Pequenos Libombos, que abastece a cidade de Maputo, capital de Moçambique, referiu-se ao reservatório como uma “Albufeira”, termo absolutamente desconhecido no Brasil.

Questão 4: Considera que essas diferenças deveriam ser mantidas ou modificadas?

Segundo o entrevistado essas diferenças não devem prejudicar o entendimento do leitor e muito menos comprometer a qualidade do trabalho científico. Dessa forma sugere que os termos técnicos sejam analisados por grupos de especialistas que apontem termos preferenciais a serem usados por toda a comunidade acadêmica que fala a língua portuguesa.

Questão 5: Você considera relevante a participação de um terminólogo nesses grupos de especialistas?

O entrevistado acredita que a colaboração efetiva do terminólogo é indispensável. Defende a necessidade do estrangeiro conhecer melhor a estrutura gramatical da língua portuguesa utilizada no Brasil, principalmente no ambiente acadêmico universitário e, para tanto, sugere que a instituição ofereça cursos de português avançado para os alunos estrangeiros ingressos no curso de graduação.

A questão de normalização técnica do trabalho acadêmico, segundo o entrevistado, também merece revisão, visto a grande diferença entre as normas propostas pelas instituições de ensino.

 

Considerações finais

Apesar de manter apreciável coesão entre suas variações, o conjunto de países que falam a língua portuguesa, por estar distribuído pelos cinco continentes do planeta, apresenta variações originais e criativas, acentos da língua materna, que essencialmente, caracterizaram este trabalho.

Finalizando o presente estudo, que pretendeu observar tais variantes, ou seja, as variedades da língua portuguesa como a língua usada no país de origem do indivíduo consultado e a língua oficial do programa de pós-graduação da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo, pôde-se considerar que:

As diferenças entre a língua portuguesa falada no Brasil e aquela falada nos países africanos existem e devem ser consideradas como um fator prejudicial ao intercâmbio de conhecimento entre países. Embora os grupos usem a língua de maneira eficiente, entre eles verificam-se diferenças que eventualmente podem comprometer a qualidade dos textos científicos e, conseqüentemente, prejudicar a pesquisa como um todo;

Este estudo aponta para procedimentos simples como a introdução de cursos de português avançado para os alunos estrangeiros nas universidades brasileiras que visam, se não resolver o problema, atenuá-lo tanto quanto possível;

Acreditamos que a análise de uma língua não se esgota na constatação ou não de interrelações no campo fonético, morfológico, sintático, semântico e pragmático. Mas pressupõe a implementação de políticas lingüísticas que viabilizem a expansão da língua portuguesa no mundo;

Várias instituições têm trabalhado nesse sentido, o Instituto Internacional da Língua Portuguesa, por exemplo, “é uma organização criada pelos Estados membros da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa e tem por objetivos fundamentais a promoção, defesa, o enriquecimento e difusão da Língua Portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico e tecnológico” (ESTATUTO, 1998);

A implementação de medidas de ordem política geral e de política lingüística para socializar a informação e o conhecimento dos países lusófonos requer uma ação conjunta e coordenada dos envolvidos;

Algumas medidas se apresentam como possíveis de permitir a expansão da língua portuguesa, entre elas: a criação de um banco de dados da língua portuguesa, com representação das modalidades de uso dos sete países, que venha contemplar tanto a realidade oral quanto a documentação escrita. CARDOSO (1999) sugere um banco de dados que poderia divulgar as variedades nacionais do português e a produção literária e científica entre os países da comunidade lusofônica;

No caso estudado, o estabelecimento de um dicionário de termos técnicos preferenciais com sinônimos correspondentes em outros países de língua portuguesa seria primordial à finalização da pesquisa em andamento e fundamental à futuras outras.

O idioma como elemento nuclear da cultura deve ser preservado e divulgado pela civilização que pretende alcançar respeito e valorização internacional, em níveis sócio-políticos e tecnológicos. Assim, os pesquisadores devem divulgar os resultados obtidos em idioma autóctone ao problema estudado, ou seja, mantendo o idioma português nas temáticas de interesse particular para os países de língua portuguesa.

Parafraseando FORATTINI (1997) se tratando de resultados passíveis de generalização para outras partes do mundo, há de se convencionar a utilização de três “línguas francas” de comunicação, ou seja, o inglês, o português e o espanhol.

Desta forma, pretende-se alcançar o enriquecimento da cultura de cada país e principalmente a evolução da linguagem técnico-científica original, alicerçada em determinado campo do conhecimento. A implementação de políticas lingüísticas estimula a atuação da língua enquanto instrumento de preservação das culturas dos países do mundo da lusofonia e a criação de uma “massa crítica” focalizando a juventude de seus países.

 

Bibliografia

CARDOSO, S. A. M. (1999). Socialização das divergências do português: estratégia para uma política eficaz de difusão da língua. Disponível em:
<http://www.fl.ul.pt/pessoais/ailp/encontro/cardoso.htm>. Acesso em: 2002.

CIPRO NETO, P. & U. INFANTE (1999). Gramática da língua portuguesa. São Paulo: Scipione.

Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (1998). Estatuto do Instituto Internacional da Língua Portuguesa – Artigo 1º Objeto. Disponível em: <http://www.cplp.org/documentos/5_capitulo/5_capitulo.html> Acesso em: 2002.

FORATINI, O. P. (1997). A língua franca da ciência. In: Revista de Saúde Pública, v. 31, n. 1, p. 3-8.

Língua portuguesa. (1996). Disponível em:
<http://www.terravista.pt/FerNoronha/2030/>. Acesso em: 2002.

MEIS, L. & J. LETA (1996). O perfil da ciência brasileira. Rio de Janeiro: UFRJ.

s/a (2001). «Migração de cérebro: Brasil atrai pesquisadores estrangeiros». In: Revista do Mercosul, n.º 76.

SANTOS, J. X. M. (2002). Países e comunidades de língua portuguesa: geografia da língua portuguesa no mundo. Disponível em:
< http://www.terravista.pt/Enseada/1347/>. Acesso em: 2002.

 

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