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Índice por autores

 

 

Terminologia e indústrias das línguas

Maria Teresa Rijo da Fonseca Lino
Universidade Nova de Lisboa

 

1. A Terminologia e as Indústrias das Línguas como factores de desenvolvimento cultural, económico e industrial.

1.1. Começamos por relembrar um conjunto de definições. Terminologia é um termo polissémico que, segundo a Norma ISO1087 (1990) [1], designa o estudo científico das noções e dos termos utilizados nas línguas de especialidade [2], isto é, nos subsistemas linguísticos constituídos por um conjunto de meios linguísticos que caracterizam um domínio particular relativo a uma disciplina, ciência, técnica, tecnologia, profissão; estes meios linguísticos têm por objectivo a não ambiguidade da comunicação especializada.

Nestes últimos anos, assistimos a uma rápida evolução da ciência terminológica, traduzida por uma definição de novos suportes teóricos e por uma abertura a novas perspectivas; relativamente a estes novos modelos, destacamos a integração da pragmática, a pespectiva da socioterminologia e as metodologias em terminologia textual, o tratamento automático de corpora de especialidade. Por outro lado, a disciplina introduzida, por nós, nos curricula universitários portugueses, em 1990, na Universidade Nova de Lisboa, adquiriu, ao longo da década, um estatuto importante, noutras Universidades e Instituições.

O conceito de indústrias das línguas é relativamente recente; surgiu na década de oitenta, em 1986 e, rapidamente, se estendeu à comunidade internacional. É um conceito que não engloba apenas a terminologia e as línguas de especialidade, compreende também uma componente relativa à informatização e automatização das línguas, enquanto línguas correntes.

O conceito de indústrias de línguas foi proposto por Bernard Cassen e por Jean-François Degremont que o definem do seguinte modo: “.... on peut définir les industries de la langue comme des activités de développement, de production et de commercialisation des nouvelles technologies de l’information (NTI) qui font appel à la fois à l’information (ordinnateurs et logiciels) et aux résultats de l’étude systématique des langues. Elles développent les produits (machines) capables de traiter des informations linguistiques et susceptibles de communiquer ces informations entre eux et également avec les humains” [3].

1.2. A Terminologia e as Indústrias das Línguas colocam, hoje, desafios científicos, económicos e industriais. Até há muito pouco tempo tínhamos dificuldade em associar, intimamente, a língua com a economia e a indústria de uma determinada comunidade. No entanto, nestas três últimas décadas, a investigação em linguística transformou-se, beneficiando das contribuições da informática e, nestes últimos dez anos, da telemática. Esta mudança foi acompanhada de uma mudança de atitude relativamente à língua que deixou de ser apenas um fenómeno cultural para se tornar num poderoso agente económico com um lugar importante na actividade económica e industrial à medida que a informática e a telemática se instalam na comunidade internacional. A língua de cada comunidade é, hoje, a “matéria prima” das indústrias das línguas; consequentemente, é necessário repensar modelos teóricos e metodológicos de descrição linguística, reorganizar materais, em função das novas exigências da comunidade.

Nos anos setenta, a interactividade das telecomunicações permitiu o desenvolvimento dos sistemas de informação, no seio das empresas e indústrias, mas quase sempre dissociados dos indivíduos. Nos anos oitenta, a explosão da informática teve várias consequências: a) acesso generalizado, personalização de ferramentas e de instrumentos mesmo no âmbito de grandes sistemas; b) desenvolvimento de novos modelos quer de grandes sistemas, quer de tratamento da informação organizada em cadeia de tarefas. Estas evoluções levaram a uma mudança fundamental não apenas na organização dos sistemas, mas também nas empresas e nas funções que as pessoas têm relativamente a esses sistemas. Foi necessário criar novas ferramentas que permitissem uma comunicação correcta entre o homem e os sistemas. Os anos noventa são marcados pela transformação das funções do computador, deixando de ser apenas o armazenamento e o tratamento da informação. Os sistemas da informação tratados pelo computador passam a ser veiculados pelas redes de telecomunicações e telemáticas.

1.3. Se as ciências e a vulgarização das ciências são, hoje, factor de poder e de desenvolvimento, dando resposta às necessidades da sociedade, também a existência ou não de terminologias tem implicações em vários sectores da comunidade: na investigação, nas instituições, nas indústrias e empresas. Assim, até certo ponto, a existência de terminologias é um factor de desenvolvimento.

As ciências e as técnicas constituem, hoje, um “mundo de entendimento” [4], tornando-se, indiscutivelmente, num factor universal da cultura. As ciências são um dos principais “fondements de la culture [....]. Mais les acteurs qui découvrent et construisent l’édifice de ces connaissances appartiennent à une communauté socioculturelle au sein de laquelle ils forment et dévelloppent leur imaginaire et trouvent les cheminements qu’emprunte leur pensée. Et bien sûr, de ce fait, ils sont tributaires de la langue et de l’environnement culturel dans lequel ils appréhendent la réalité et lui font face. Cette retombée culturelle des sciences et des techniques ne doit pas être sous-estimée car elle est source de mutation pour ces savoirs traditionnellement considérés comme le fondement essentiel de la culture. Universalité fondamentale et ancrage profond, sont les deux notes caractérisant la science au sein d’une culture” [5].

Assim, as terminologias são, em parte, reflexo de uma cultura universal. Daqui resultam os chamados internacionalismos terminológicos. Por outro lado, a unidade terminológica é também uma unidade semiótica; o semema é também impregnado de fenómenos de “lexicultura” [6], isto é, de relações entre terminologia e cultura, “cultura quotidiana” [7] e, por vezes, de “cultura partilhada” [8].

 

2. Terminologia e Indústrias das Línguas na política linguística

2.1. Que línguas para a ciência na comunidade internacional ?

A Língua Portuguesa tem, hoje, um estatuto diferente na comunidade internacional. Para esta mudança, contribui a importância que adquiriu na União Europeia. A política linguística europeia, numa óptica de plurilinguismo, recomenda o ensino/aprendizagem de duas línguas estrangeiras, no Ensino Superior. Como consequência, assistimos a um aumento de estrangeiros [9] (Bolseiros Sócrates, em especial) que aprendem a Língua Portuguesa não apenas como língua corrente, mas também como língua de especialidade [10].

Com o desenvolvimento do MERCOSUL, a importância do estatuto da Língua Portuguesa, adquirida no espaço da lusofonia, sai reforçada.

A Língua Portuguesa está presente em todos os continentes. Consequentemente, uma política linguística para a nossa Língua não pode ser definida de uma forma isolada, relativamente às outras línguas e culturas, mas em função das comunidades geolinguísticas, nas quais cada uma das línguas-culturas tem um lugar e uma função.

Neste momento, Maria Rute V. Costa [11] é Presidente da Associação Europeia de Terminologia, cargo para o qual foi eleita em Março de 2000.

Desde há algum tempo que temos vindo a trabalhar numa Rede de Neologia e Terminologia para a Língua Portuguesa, importante não apenas para o espaço da lusofonia, mas para toda a comunidade internacional. Esta investigação tem vários objectivos: a) tentativa de harmonização de termos; b) registo de variantes; c) difusão de terminologias.

A Terminologia, em paralelo com a Lexicologia e a Lexicografia, pode contribuir para um desenvolvimento e estabilização da Língua, nos países de Língua Portuguesa, em que, frequentemente, tem diferentes estatutos (materna, segunda, oficial, veícular), contribuindo também a fixação das línguas autóctones.

 

2. 2. Actores socioculturais e socioprofissionais

De entre os vários actores interessados pela Terminologia e pelas Indústrias das línguas, destacamos os seguintes profissionais: Linguistas, Terminólogos, Redactores científicos, Documentalistas, Tradutores, Informáticos, Especialistas em cognição, Professores de línguas de especialidade (língua materna e língua estrangeira), todos os profissionais dos diferentes ramos da ciência e da técnica.

Nesta óptica, estamos atentos às variantes terminológicas resultantes dos usos efectivos dos profissionais e dos diferentes níveis de especialização.

 

3. A investigação : Tratamento Automático das Línguas Naturais

3.1. Política linguística e investigação

Uma política linguística activa implica a informatização e o tratamento automático das línguas em vários níveis interdependentes; neste âmbito, mencionamos apenas algumas investigações que nos merecem uma particular atenção, neste momento:

corpora científicos e técnicos;

sistemas de balizagens; tipos de sistemas de etiquetagens;

concepção de softwares específicos para extracção de termos simples e complexos;

recolha de neologismos assistida por computador;

elaboração de dicionários-máquina [12] e dicionários electrónicos;

concepção de softwares didácticos de ajuda ao ensino/aprendizagem de uma terminologia;

concepção de softwares de ajuda à redacção, à tradução, ao trabalho em documentação e construção de tesauros.

Passamos a apresentar alguns dos aspectos da investigação que constituem os traços distintivos da Linha de Investigação 2 (“Lexicologia, Lexicografia e Terminologia”) do Centro de Linguística da UNL.

 

3.2. Da neologia científica e técnica à Lexicografia de especialidade

A investigação em neologia, terminologia e lexicografia de especialidade [13] desenvolvida, actualmente, na Universidade Nova de Lisboa deve, em grande parte, os seus primeiros passos científicos à iniciativa de Robert GALISSON, que, nos anos 80, contribuiu para a criação e orientação do Observatoire du Français Contemporain de Lisbonne, projecto integrado na URL4 (Unité de Recherche de linguistique 4) do Institut National de la Langue Française, instituição dirigida, nessa época, por Bernard QUEMADA. Os fundamentos teóricos e metodológicos do Observatoire de Lisbonne serviram de base para a criação de uma Base de Neologismos do Português Contemporâneo, em 1981 [14].

A informática de orientação textual, nestes últimos anos, muito tem contribuído para a evolução dos modelos semânticos de descrição da terminologia e lexicografia assistidas por computador. Nesta óptica, criámos, em 1991, na Universidade Nova de Lisboa, uma Base textual, cuja constituição obedece a um conjunto de critérios subjacentes à renovação dos processos de análise e descrição das investigações que utilizam, muitas vezes, em paralelo materiais extraídos da Base de Neologismos e de uma Base de Terminologia [15].

Em consequência das evoluções teóricas e metodológicas, a selecção de neologismos faz-se, hoje, a partir de bases textuais. Os neologismos integram, posteriormente, os trabalhos de terminologia e lexicografia informatizadas. Actualmente, os textos altamente especializados que integram a nossa base textual servem para testar um software de extracção de termos [16] e um outro, mais específico, de extracção de neologismos científicos [17]; estes softwares pressupõem a elaboração de dicionários-máquina, comportando sistemas de etiquetagem léxico-morfo-sintácticos.

Um conjunto de critérios semânticos, lexicais, pragmáticos e informáticos preside à constituição do corpus textual. Esta organização tem em conta um certo número de hipóteses sobre tipos e características de discursos, sobre sujeitos de enunciação e situações de comunicação especializada.

A noção de corpus monolingue informatizado, assim como os conceitos de bitextualidade, de corpus bilingue ou plurilingue, vieram enriquecer a reflexão teórica e as metodologias associadas às tecnologias da “nova lexicografia” (cf. B. QUEMADA, 1990). Este corpus textual reúne vários tipos de textos: textos científicos redigidos por especialistas para um público do mesmo nível, textos de semi-vulgarização, textos de de “banalização” científica e técnica (conceito descrito por R. GALISSON, 1978), textos de introdução a uma língua de especialidade, textos de vulgarização científica.

Esta base textual, gerida por um hipertexto, tem os objectivos seguintes:

Seleccionar os neologismos terminológicos (os neónimos), os novos termos e os termos (simples e complexos) e seguir a implantação de neónimos durante um certo período, num sub-corpus [18].

Seleccionar os empréstimos, os internacionalismos terminológicos, assim como os equivalentes nos corpora plurilingues tematicamente paralelos.

Estudar os aspectos conceptuais e linguísticos associados ao aparecimento de uma noção ou de um conceito: a) a primeira denominação; b) os diferentes sinónimos [19] associados a uma nova noção que, muitas vezes, cohabitam durante um certo período; c) os sinónimos e as particularidades cognitivas na medicina geral [20].

Estudar as polissemias, os neologismos semânticos por polissemização ou através de outros processos, em particular no domínio da senologia [21].

Seleccionar contextos: definitórios, funcionais, associativos ou outros;

Observar reformulações [22] e extrair colocações e fraseologias;

Elaborar estatísticas lexicais, tendo por objectivo a definição das especificidades de sub-conjuntos lexicais ou neológicos do corpus e o estabelecimento de nomenclaturas de dicionários terminológicos.

Paralelamente, um conjunto de sub-corpus textuais específicos permitem-nos observar alguns processos de neonímia, de terminologização e de variação nos outros países de língua portuguesa (em particular no Brasil e em Moçambique); podemos seguir fenómenos de socioterminologia que têm em conta o uso dos grupos socio-culturais. Particularidades de etnoterminologia podem também ser observadas através de variantes que são o reflexo do diálogo com culturas locais.

Todas estas informações são completadas por materiais recolhidos em situação de comunicação oral especializada, durante colóquios científicos.

Estas diferentes etapas da cadeia do trabalho lexicográfico preparam as várias componentes do dicionário terminológico; este é concebido como um sistema hipertextual aberto a usos múltiplos, segundo diferentes leituras. O interface hipertextual constitui uma rede que permite o acesso às diferentes informações lexicográficas, disponibilizando ferramentas que organizam os percursos de leitura e de interpretação.

Neste macro-sistema textual, o dicionário constitui-se como um novo objecto textual, implicando novas formas de gestão da informação; introduz uma problemática renovada da organização lexicográfica e dos modelos semânticos que devem permitir novos usos cognitivos e pragmáticos. A redefinição dos conceitos de língua-sistema e de discurso delimita um conjunto de processos linguísticos em função da navegação da componente lexical, semântica e pragmática da língua. O utilizador pode inferir diversos tipos cognitivos de aprendizagem a partir das constantes lexicais empiricamente descobertas.

No âmbito da renovação do “objecto dicionário”, efectuámos uma primeira experiência [23], em situação de aula de língua materna (língua de especialidade), no ensino secundário: o autodicionário de Biologia elaborado, numa primeira etapa, por cada aluno, transformou-se num dicionário de turma [24], construído por todo o grupo da turma, trabalhando em rede, em colaboração com os professores de língua materna e de biologia. Este trabalho teve como objectivo efectuar uma sensibilização a uma língua de especialidade e a uma terminologia, num sistema de auto-aprendizagem, em contexto escolar, numa perpectiva de terminodidáctica.

Numa perpectiva de reconceptualização do conceito de dicionário desenvolvemos o projecto TERMÉDICA, projecto piloto SÓCRATES [25], que tem como objectivo o ensino da terminologia e da língua médica (perspectiva de língua materna e de língua estrangeira). TERMÉDICA é um dicionário terminológico trilingue que compreende um conjunto de materiais terminológicos e didácticos, destinados aos médicos generalistas e aos estudantes de medicina. Este produto integra várias componentes:

1) A componente conceptual e linguística do neologismo científico e do termo: a) a micro-estrutura é seleccionada em função do público; b) a definição é redigida e harmonizada, por consenso, pelos professores das Faculdades de Medicina, para cada uma das línguas de modo a apresentar as propriedades específicas e culturais do conceito, muitas vezes, portador de elementos de lexicultura (cf. GALISSON, R. 1988) das comunidades científicas de cada país. A definição lexicográfica nunca é uma representação fiel, uma vez que o sistema linguístico não tem meios para exprimir todos os traços conceptuais do conceito; o conceito é o resultado de uma organização conceptual e de um conjunto de relações que se estabelecem no interior dessa organização.

2) A componente Textos e Imagens integra uma base textual e uma base de imagens; a base textual é constituída por diferentes tipos de textos da comunicação médica que actualizam a significação de neologismos e de termos; as redes hipertextuais permitem ao utilizador a escolha de um texto particular ou a navegação na totalidade da base; a pesquisa de termos, na base textual, pressupõe a identificação automática de termos simples e complexos. As imagens constituem um patamar de acesso à significação.

 

3) A componente Comunicação e Exercícios apresenta vários tipos de estruturas linguísticas, articuladas aos diferentes tipos de textos e imagens.

4) TERMÉDICA é um novo tipo de “autodicionário personalizado” [26] (cf. R. Galisson, 1980 e 1981) uma vez que o utilizador pode navegar no produto, seleccionar a língua de partida, construir um dicionário personalizado na sua própria língua, introduzir neologismos médicos, termos, textos e imagens; pode também navegar do dicionário fixo para o autodicionário personalizado.

Estes documentos, em CD-ROM, podem ser utilizados quer em sala de aula, quer em biblioteca, em sistema de acesso livre ou de autoformação. São produtos construídos numa perspectiva de terminodidáctica [27], termo criado por nós para designar as actividades de ensino/aprendizagem duma terminologia, no âmbito de uma língua de especialidade.

O Dicionário de Senologia, em CD-ROM, elaborado a partir de uma base textual trilingue (português, inglês e francês), constitui um exemplo de harmonização e fixação de uma terminologia de uma especialidade médica. Resulta de um trabalho conjunto de uma terminóloga [28], investigadora do Centro de Linguística da UNL e de senologistas da Sociedade Portuguesa de Senologia, Instituto Português de Oncologia (Lisboa, Coimbra e Porto), Faculdade de Ciências Médicas da UNL. O trabalho de selecção de termos e neologismos, assim como o de harmonização de termos e definições foi sempre realizado por consenso com todos os grupos de especialistas e rectificado em reuniões especiais, nos congressos anuais de senologia.

Concluindo, o tratamento automático das línguas muito tem contribuído para as novas teorias e metodologias da Terminologia, da Neologia científica (neonímia) e da Lexicografia de especialidade.

A estação de trabalho NEOPORTERM [29], na INTERNET, disponibilizará todos estes dicionários terminológicos, articulados a bases textuais. Esta estação terá outras funções: 1) consultoria científica de apoio à criação e normalização de termos e neologismos científicos e técnicos; 2) utilização de software de extracção automática de termos e neologismos; 3) disponibilização das infra-estruturas telemáticas para a divulgação de Neologia, Terminologia e Corpora científicos e técnicos no seio de uma Rede [30] de neologia e terminologia de Língua Portuguesa.

 

Bibliografia

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QUEMADA , Bernard (1990). «Lexicographie». In : Lexikon der Romanistischen Linguistik (LRL), vol. V, 1. Tübinge

 

[1] Definição segundo a Norma Internacional ISO 1087: 1990, AFNOR, Outubro 1990 (X03-003).

[2] Cf. DESMET, I. & Maria Teresa LINO (1991). «Terminologia da Terminologia e da Terminografia». In: Dicionário de Termos Linguísticos, Lisboa, tomo II, 1992.
Cf. LINO, M. Teresa, M. Céu MOCHO e M. Rute Costa (1991). «Terminologia da Lexicologia e da Lexicografia». In: Dicionário de Termos Linguísticos,Lisboa, tomo II, 1992.

[3] CASSEN, Bernard & Jean-François DEGREMONT (1986). «Bilan de la Mission – Industries de la Langue». In : Les Industries de la Langue. Enjeux pour l’Europe, Actes du Colloque de Tours, Tours, p. 148.

[4] Cf. GERMAIN, Paul (1990). Le Français dans les sciences et les techniques. Paris : Conseil Supérieur de la Langue Française, p. 5.

[5] GERMAIN, Paul (1990). Le Français dans les sciences et les techniques. Paris : Conseil Supérieur de la Langue Française, p. 5.

[6] Cf. Termo introduzido, na Linguística, por GALISSON, Robert (1988). “Cultures et Lexicultures. Pour une approche cictionnairique de la culture partagée” In: Hommage à Bernard Pottier, Paris, Klincksieck, tome I.

[7] Cf. POTTIER, Bernard (1987). Théorie et analyse en linguistique. Paris: Hachette.

[8] Cf. Termo introduzido, na Linguística, por GALISSON, Robert (1988). «Cultures et Lexicultures. Pour une approche cictionnairique de la culture partagée». In: Hommage à Bernard Pottier. Paris: Klincksieck, tome I.

[9] LINO, M. Teresa (2000). «A participação portuguesa no ERASMUS 1987-1999». Lisboa: Ministério da Educação, Agência Nacional Sócrates.

[10] Enquanto responsável do Curso de Língua e Cultura Portuguesas para Estrangeiros da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, frequentado, maioritariamente, por Bolseiros Sócrates das cinco Faculdades da UNL, mas também por alunos externos, verifico que, todos os anos, o número de alunos aumenta, interessando-se cada vez mais pelas línguas de especialidade: Língua Portuguesa para a Medicina, Economia, Direito e Ciências.

[11] Maria Rute Vilhena Costa é também a actual presidente da Associação Portuguesa de Terminologia.

[12] Em 1985, elaborei em colaboração com Mª Emília Marques e Dulce Carvalho um Corrector Ortográfico para a IBM.

[13] Retomamos, aqui, uma parte do texto do artigo «De la néologie à la lexicographie spécialisée d’apprentissage». In: Cahiers de Lexicologie - Hommage à Robert Galisson, 78-1. Paris : Champion, 2001.

[14] Neste mesmo ano, criámos a disciplina de Lexicologia e de Lexicografia na Universidade Nova de Lisboa.

[15] Esta base teve o seu início em 1990, ano em que introduzimos a disciplina de Terminologia nos curricula das Licenciaturas e do Mestrado em Linguística (área de especialização: Lexicologia e Lexicografia). Em 1989, tínhamos colaborado na criação da Associação de Terminologia Portuguesa.

[16] Cf. COSTA, Maria Rute (2001). Pressupostos teóricos e metodológicos para a extracção automática de unidades terminológicas multilexémicas. Tese de Doutoramento, Universidade Nova de Lisboa.

[17] Projecto desenvolvido pela Linha de Investigação 2 (Lexicologia, Lexicografia e Terminologia) do Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa.

[18] Projecto desenvolvido por Raquel Alves Silva.

[19] Fenómeno observado no sub-corpus textual do domínio da Educação; cf. Base de Terminologia da Educação, Ministério da Educação, Lisboa: http://www.dapp.min-edu.pt.

[20] Projecto em curso, desenvolvido por Madalena Contente.

[21] Projecto em curso, desenvolvido por Lurdes Garcia.

[22] Cf. CONCEIÇÃO, Manuel Célio (2001). Termes et Reformulations. Tese de Doutoramento. Universidade Nova de Lisboa.

[23] Experiência efectuada por Madalena Contente; cf. CONTENTE, M. (1998). Do Autodicionário ao Dicionário de Turm., Porto: Porto Editora.

[24] Cf, CONTENTE, Madalena (2000). CD- ROM Dicionário Informatizado de Biologia. Porto: Porto Editora.

[25] Este projecto, coordenado pela Universidade Nova de Lisboa é um projecto-piloto europeu em que estão implicadas três Faculdades de Ciências Sociais e Humanas e três Faculdades de Medicina das Universidades seguintes : Universidade Nova de Lisboa, Universidade Autónoma de Barcelona e Universidade Lumière- Lyon II.

[26] Conceito criado por R. GALISSON.

[27] LINO, Maria Teresa (1991). «Terminodidáctica: uma nova área de investigação». In: Actas do VII Encontro da Associação de Linguística Portuguesa. Lisboa.

[28] GARCIA, Maria de Lurdes (2000). CD-ROM Dicionário Terminológico de Senologia. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa e Socidade Portuguesa de Senologia.

[29] Cf. www. Neoporterm.com.

[30] LINO, Maria Teresa (1992). «Lexicografia e Terminologia». In: Actas do Seminário “O Português, Língua de comunicação internacional”, organizado pelas Comunidades Europeias.

 

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