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A construção de tesauros na perspectiva
da metodologia facetada [1]
*Mariângela Spotti Lopes Fujita [2]
**Aline Oliveros Correia [3]
*UNESP, Brasil
**Fundação de Ensino Eurípedes Soares da Rocha
Brasil
Resumo
Para a construção e manutenção de tesauros existem várias metodologias, adaptáveis a diferentes contextos informacionais. Nesta pesquisa enfatizou-se a metodologia facetada, considerando-se seu destaque em relação à outras metodologias, devido às suas características de flexibilidade e multidimensionalidade. Realizou-se levantamento bibliográfico para elaborar referencial teórico sobre conceituação, histórico e metodologias para construção de tesauros, com ênfase na metodologia facetada e elaboração de modelo metodológico para construção de tesauros facetados. Verificou-se no referencial teórico que: a) o tesauro facetado caracteriza-se como uma linguagem documentária cujo objetivo principal é assegurar o controle de vocabulário, para assuntos gerais e específicos, e que o mesmo possui um princípio elementar, que o diferencia dos outros tesauros: consiste na “análise em facetas”; e b) existem variadas metodologias para a construção de tesauros facetados, sem homogeneidade entre as mesmas, e adaptáveis a diferentes contextos informacionais, não existindo um plano metodológico aplicável á construção de tesauros facetados. Quanto a elaboração do plano metodológico para a construção de tesauros facetados, observou-se que sua etapa principal é a elaboração do “esquema de facetas”.
1. Introdução
Tesauros são importantes instrumentos que possibilitam o controle terminológico e uniformização das linguagens utilizadas por indexadores e usuários, quando construídos, preferencialmente, conforme à realidade na qual se inserem.
Existem variadas metodologias para a construção de tesauros, adaptáveis a diferentes contextos informacionais, contudo, projetou-se maior destaque á metodologia facetada, principalmente devido às suas características de flexibilidade, multidimensionalidade e adaptabilidade a mudanças, o que possibilita um controle terminológico de grande eficiência, principalmente aos Centros Especializados de Informação, uma vez que os mesmos necessitam de especificidade no tratamento temático de seus documentos.
O desenvolvimento deste estudo consistiu na elaboração de referencial teórico sobre conceituação, histórico e metodologias para construção de tesauros, com ênfase na metodologia facetada com a finalidade de propor modelo metodológico para construção de tesauros facetados, com os objetivos de: investigar os aspectos de estrutura, funcionalidade e uso de tesauros facetados; verificar as condições necessárias para a construção de tesauros com a metodologia facetada e identificar a seqüência operacional da elaboração de tesauros com a metodologia facetada.
2. Referencial teórico
Os tesauros facetados surgiram com Jean Aitchison, na Inglaterra, quando a autora organizou uma tabela de classificação facetada e, tempos depois, um tesauro para servir-lhe de índice alfabético. Este trabalho ficou conhecido mundialmente como “thesaurofacet” e, a partir deste, foram sendo criados outros tesauros, nesta perspectiva teórico-metodológica.
Contudo, nos dias atuais, temos observado divergências na literatura quanto à sua conceituação. Gomes (1990) e Currás (1995) fazem referências a respeito da presença de facetas em tesauros, quando afirmam que, nos tesauros sistemáticos, os assuntos podem ser distribuídos em facetas.
Por outro lado, temos Aitchison & Gillchrist (1987) que abordam muito bem a questão dos tesauros facetados, e uma autora norte-americana (Spiteri, 1997), que investigou a presença do processo de análise em facetas nos tesauros.
De acordo com Aitchison & Gilchrist (1987), o tesauro facetado envolve o desenvolvimento de uma classificação facetada como seção sistemática, complementada por um índice alfabético ou um tesauro completamente alfabético. Os autores afirmam que os termos não são mapeados outra vez numa estrutura separada, mas eles próprios formam a classificação facetada.
Spiteri (1997) afirma que nos tesauros facetados estão presentes os princípios de “análise em facetas” (facet analysis), que baseiam-se em dois processos:
a) análise: uma área de assunto é dividida em categorias fundamentais, cada qual representando uma característica essencial de subdivisão;
e b) síntese: por meio de conceitos individuais estas categorias podem ser combinadas para expressar assuntos compostos.
O termo “análise em facetas” foi introduzido pela primeira vez em classificação bibliográfica por Ranganathan, criador da classificação facetada [4] (colon classification).
Para o autor Ranganathan (1960), a análise em facetas é o processo mental através do qual são enumerados os possíveis conjuntos de características que podem formar as bases da classificação de um assunto.
Vickery (1980, p. 32) explica muito bem a questão da análise em facetas ao afirmar que a análise em facetas envolve a análise conceitual de um assunto para se escolher, do número ilimitado de características pelas quais ele poderia ser dividido, as que forem mais significativas para o estudo e aplicação do mesmo.
Continuando suas afirmações, o autor diz que os termos encontrados numa área particular de assunto podem ser separados em grupos, cada um dos quais com uma característica diferente. Esta separação chama-se “análise em facetas”, que consiste em tomar cada um dos termos usados numa área determinada e defini-lo em relação à sua classe de origem.
Portanto, através da análise em facetas pode-se obter uma espécie de mapa conceitual completo de áreas especificas de assunto, uma vez que toda a estrutura conceitual do assunto é demonstrada através do agrupamento de termos em grupos homogêneos (facetas).
Deste modo, Ranganathan criou seu “sistema facetado”, e consequentemente os “princípios de análise em facetas” tendo em mente principalmente as seguintes idéias:
“Num sistema de informação, leitores procuram informação sobre um assunto ou seus constituintes (conceitos ou idéias) e os métodos, ferramentas e técnicas de recuperação e disseminação da informação poderiam ser planejados como uma forma de encontrar as necessidades dos leitores eficientemente, convenientemente e economicamente –o que poderia ser concretizado somente quando tais métodos, ferramentas e técnicas estiverem baseados sobre as características dos assuntos(...)” (Binwal, 1992)
Com os princípios de análise em facetas esclarecidos, faz-se necessário abordar as etapas principais que envolvem a construção de tesauros, a partir da visão normativa (ISO) e dos teóricos da área, para, em seguida, verificar a construção do tesauro facetado.
De forma geral, as etapas de construção do tesauro são as seguintes:
a) compilação dos termos: de acordo com Lourenço (1996), diversos autores tratam a compilação como seleção de termos, obtenção de termos ou coleta de termos, utilizando diferentes denominações para os métodos de compilação, como “evolutivo e consensual”, “indutivo e dedutivo”, “a priori e a posteriori” e “analítico e gestalt”. Contudo, a norma para elaboração de tesauros (Austin, 1993, p.13) reconhece os métodos “dedutivo e indutivo”.
Método dedutivo: os termos são extraídos de documentos durante uma etapa preliminar de indexação. Nenhum controle é feito do vocabulário, nem mesmo para determinar as relações entre os termos, a menos que um número suficiente de termos tenha sido coletado. Todos os termos são então revistos por um grupo de especialistas no assunto. Primeiramente, devem ser identificados os termos que representam categorias genéricas, e os termos restantes devem ser relacionados nestas categorias conforme as suas relações lógicas.
Método indutivo: novos termos são admitidos no tesauro tão logo apareçam documentos. O controle de vocabulário é feito desde a etapa inicial e cada termo, à medida que é admitido, é designado como membro de uma ou mais categorias genéricas constituídas sobre uma base ad hoc.
b) registro dos termos compilados: de acordo com Austin (1993, p.74), para cada termo admitido no tesauro deve ser mantido um registro individual, por exemplo, em uma ficha, contendo a fonte do termo, as autoridades consultadas, data de inclusão, termos sinônimos, genéricos, específicos e relacionados.
c) estruturação de conceitos: Fujita (1992) desenvolveu tese intitulada Linguagem documentária em odontologia: uma aplicação do sistema de indexação precis, desenvolvendo esta etapa sob três operações básicas:
categorização da área de assunto;
classificação dos termos nas categorias;
e indicação de relações entre termos.
Deste modo, para a formulação das categorias, a autora diz que, em primeiro lugar, o compilador deve sempre partir do princípio que qualquer sistema em funcionamento possui uma organização natural a ser analisada e considerada. No caso do Tesauro Preliminar de Odontologia, identificou-se que a organização da área estava descrita na estrutura curricular do curso de odontologia e no modelo de categorização do especialista, baseado em seu conhecimento global da área.
Com a categorização da área de assunto pronta, os termos serão classificados dentro das categorias e, simultaneamente, vão sendo atribuídas relações lógicas, semânticas e associativas, considerando-se, a todo momento, que estas operações persistam durante e até o fim da fase de estruturação dos conceitos e, sempre que necessário, é preciso retornar ao vocabulário original para manter a coerência de significados.
Em outro trabalho, a citada autora (Fujita, 1998, p. 109) diz “(...) que os nomes de categorias e o processo de categorização de uma área de assunto é uma das fases mais importantes da elaboração de tesauros. Isto significa que os termos de um tesauro são classificados segundo uma ordem hierárquica existente na área, com a finalidade de oferecer uma visão geral do assunto (...)”
d) em um tesauro: os termos e suas inter-relações podem ser apresentadas de várias maneiras. De acordo com Austin (1993, p.59), os três métodos básicos de uso comum são os seguintes:
a) apresentação alfabética, com notas explicativas e relações entre os termos indicados em cada um deles;
b) apresentação sistemática, auxiliada por um índice alfabético;
c) apresentação gráfica, com uma seção alfabética.
Os tesauros existentes, então, pertencem, em geral, a um destes três tipos básicos, entretanto, pode ocorrer uma combinação entre elas.
Fujita (1992, p.94), Jean Aitchison e Alan Gilchrist (1979) consideram que existe atualmente, uma grande variedade de arranjos para a apresentação de um tesauro, apesar disso, todos eles podem ser classificados dentro da combinação de dois tipos básicos: o alfabético e o sistemático. Nos tesauros totalmente alfabéticos o usuário não pode observar em uma entrada todos os termos mais genéricos e mais específicos que constituem uma hierarquia. Portanto, o que existe é uma derivação deste tipo, ou seja, os tesauros possuem um arranjo, dotado de uma parte alfabética, combinada com a parte sistemática, dando margem à existência de diferentes tipos de apresentação.
No que diz respeito à estrutura, funcionalidade e uso do tesauro facetado, realizou-se análise dos tesauros: Thesaurus OIT, Thesaurus Unesco e Unesco-IBE-Thesaurus de Educação.
Através do referencial teórico desenvolvido, foi possível a realização de análise dos principais aspectos da pesquisa sistematizados em itens para melhor indicação dos resultados obtidos. Essa análise possibilitou a obtenção dos resultados também descritos a seguir.
Linguagens documentárias em Análise Documentária
Verificou-se que o tesauro facetado caracteriza-se como uma linguagem documentária cujo objetivo principal é assegurar o controle de vocabulário para assuntos gerais e específicos.
Teoria de Ranganathan e a classificação facetada
Obteve-se a conceituação de categoria, faceta, subfaceta e focos, e também do processo de “análise em facetas”. Observou-se que o processo de “análise em facetas” constitui-se como etapa principal para a construção da classificação facetada e, consequentemente, do próprio tesauro facetado.
Com a realização do estudo e análise das etapas metodológicas sob o ponto de vista de especialistas, pudemos destacar e analisar as etapas metodológicas de elaboração da classificação facetada, que são: levantamento da terminologia, registro dos termos, categorização dos termos, aplicação da notação, elaboração de índice e realização de teste do sistema.
Tais subsídios foram de grande importância para a realização do plano metodológico, no que tange à elaboração da seção classificada do tesauro facetado. Os subsídios teórico-metodológicos da classificação facetada encontram-se inseridos na seção classificada, a mais importante do tesauro facetado, e a literatura da área especializada em elaboração de tesauros não trata de forma completa a questão da presença da classificação facetada em tesauros facetados.
Origens do tesauro facetado
A investigação das origens dos tesauros facetados foram bastante importantes para o desenvolvimento desta pesquisa.
Observou-se que o tesauro facetado surgiu com Jean Aitchison, na Inglaterra, quando a autora organizou uma tabela de classificação facetada, e, tempos depois, um tesauro para servir-lhe de índice alfabético (seu trabalho ficou conhecido mundialmente como “thesaurofacet”). A partir deste, foram sendo criados outros tesauros, nestes moldes.
Conceito de tesauros facetados
De acordo com consulta aos poucos autores que tratam da conceituação de tesauros facetados, observou-se que existem divergências:
Metodologia de construção do tesauro facetado
Observou-se que existem variadas metodologias, sem homogeneidade entre as mesmas e adaptáveis a diferentes contextos informacionais.
Análise dos tesauros facetados
Observou-se que os mesmos apresentam algumas semelhanças e diferenças, em todos os aspectos, e que o aspecto principal, “análise em facetas”, somente está presente no Unesco thesaurus, elaborado por Jean Aitchison.
Observou-se, portanto, que existem variadas metodologias para a construção de tesauros facetados, sem homogeneidade entre as mesmas e adaptáveis a diferentes contextos informacionais, não existindo um conceito homogêneo e padronizado de tesauros facetados e tão pouco um conjunto de princípios que possam ser aplicados em sua construção, sendo necessário, portanto, a realização de um modelo metodológico para elaboração de tesauro facetado.
3. Proposição de modelo metodológico para construção de tesauro facetado
O modelo metodológico para construção de tesauro facetado foi realizado com base no referencial teórico e sistematizado nas seguintes etapas:
a) elaboração do esquema de facetas: considerada como a mais importante de toda a elaboração do tesauro, pois serão aplicados os princípios de “análise em facetas”.
Compreende os sub-itens:
realização de um estudo preliminar em fontes especializadas da área;
fragmentação do campo de assunto em grupos principais ou facetas (princípio de análise em facetas);
levantamento de subfacetas;
e definições.
b) levantamento dos termos:
controle de vocabulário;
registro dos termos;
c) classificação dos termos nas categorias.
d) estabelecimento de relações lógicas e semânticas entre os termos.
e) apresentação da estrutura do tesauro.
f) notação.
g) elaboração de instruções de uso.
A etapa de elaboração do modelo metodológico foi dificultada pela divergência das metodologias estudadas. Entretanto, foram selecionadas, do estudo teórico, etapas que indicavam uma metodologia de construção, na perspectiva da análise em faceta. Acreditamos que este modelo metodológico constitui-se como um importante complemento do referencial teórico bem como uma contribuição para a literatura da área, pois inexistente na mesma um plano metodológico e ou princípios aplicáveis à construção de tesauros facetados.
4. Resultados
Os resultados obtidos são discutidos em função dos seguintes objetivos fixados para o projeto inicial de pesquisa:
investigar os aspectos de estrutura, funcionalidade e uso de tesauros facetados;
verificar as condições necessárias para a construção de tesauros com a metodologia facetada;
e identificar a seqüência operacional da elaboração de tesauros com a metodologia facetada.
Aspectos de estrutura, funcionalidade e uso
Estrutura
A classificação facetada foi criada pelo bibliotecário indiano S. R. Ranganathan, sendo que suas idéias formaram a base da maioria dos progressos ocorridos na área de Biblioteconomia e Documentação. É à classificação facetada que se deve o desenvolvimento da análise em facetas, que constitui-se como um dos principais itens na elaboração de tesauros facetados.
Existe uma divergência na literatura da área quanto ao conceito de tesauro facetado. No entanto, de acordo com a realização da pesquisa, podemos dizer que o tesauro facetado pode ser conceituado como uma linguagem documentária composta basicamente por duas seções principais: uma seção alfabética e outra seção classificada (que constitui-se como a mais importante e que contém a classificação facetada e, consequentemente, os princípios de análise em facetas).
Funcionalidade e uso
Verificou-se que o tesauro facetado caracteriza-se como uma linguagem documentária cujo objetivo principal é assegurar o controle de vocabulário, para assuntos gerais e específicos.
Identificação da seqüência operacional da elaboração de tesauros com a metodologia facetada
Ocorre a existência de uma variação entre os passos metodológicos dos tesauros facetados encontrados na bibliografia consultada.
Verificação das condições necessárias para a construção de tesauros com a metodologia facetada
As condições necessárias para a construção de tesauros com a metodologia facetada não foram investigadas, porque não foi possível realizar estudo de caso para aplicação experimental do modelo metodológico. Por isso, sugere-se a construção experimental de um tesauro facetado, para que o modelo metodológico, elaborado de acordo com uma revisão de todo o referencial teórico desenvolvido na pesquisa, seja avaliado.
Com base nos itens considerados mais importantes, podemos ressaltar que a elaboração do esquema de facetas; a fragmentação do campo de assunto em grupos principais ou facetas e subfacetas e a classificação dos termos nas categorias, pertencem á seção classificada, que contém a classificação facetada, e, consequentemente, os princípios da análise em facetas.
5. Conclusão
Com base em todo o referencial teórico desenvolvido previamente, desenvolveu-se um modelo metodológico para elaboração de tesauro facetado, que constitui-se como um importante complemento do referencial teórico, bem como uma grande contribuição para a literatura da área.
Uma vez que as metodologias estudadas e analisadas apresentam divergências metodológicas, julgamos que a aplicação experimental e posterior avaliação tornará completo o estudo, no sentido de realizar correções e adaptações necessárias.
Quanto ao princípio de “análise em facetas”, podemos dizer que, basicamente, é este o princípio que diferencia o tesauro facetado dos “outros tesauros”, considerando-se a definição de tesauro facetado elaborada neste estudo. No entanto, este princípio será melhor compreendido no momento de uma aplicação experimental.
Consideramos, da mesma forma, interessante a realização de um outro estudo que privilegie a “análise em facetas” com subsídios de áreas, como a Terminologia e a Teoria da Organização do Conhecimento, para melhor detalhamento da elaboração do “esquema de facetas”. Verificou-se que o item mais importante do modelo metodológico é a elaboração do “esquema de facetas”, a “essência” do tesauro facetado e seu principal diferenciador.
Finalmente, destacamos a contribuição, que consideramos inovadora, do estudo teórico sobre classificação facetada, onde concentra-se a epistemologia do tesauro, resultando na sistematização das etapas metodológicas necessárias à construção de tesauro facetados. Esta etapa trouxe importantes subsídios, tanto para a conceituação de tesauro facetado, por não ter sido encontrada, na literatura da área, uma conceituação homogênea, quanto para a elaboração do plano metodológico de construção do tesauro facetado. Os subsídios teórico-metodológicos da classificação facetada e o princípio de “análise em facetas” encontram-se inseridos na seção classificada, a mais importante do tesauro facetado.
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AITCHISON, Jean & A. Gilchrist (1987). Thesaurus construction: a practical manual. London: Aslib.
AUSTIN, D., & P. Dale (1993). Diretrizes para o estabelecimento e desenvolvimento de tesauros monolíngues. Brasília: IBICT/SENAI.
BARBOSA, A. P., (1972). «Classificações facetadas». In: Ciência da Informação, vol. 1, n.º 2, pp.73-81.
BINWAL, J. C. (1992). «Ranganathan and the universe of knowledge». In: International Classification, vol. 19, n.º 4, pp. 195-200.
CAMPOS, Astério (1975). «A teoria das classificações analítico-sintéticas ou facetadas e sua influência sobre a reforma da classificação decimal universal». In: Revista de Biblioteconomia de Brasília, vol. 14, n.º 1, pp.85-8.
CURRÁS, E. (1995). Tesauros, linguagens terminológicas. (trad. Felipe Corrêa da Costa). Brasília: IBICT.
FUJITA, M. S. L, (1992). Linguagem documentária em odontologia: uma aplicação do sistema de indexação PRECIS. São Paulo: USP/ECA.
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GOMES, H. E. (Coord.) (1990). Manual de elaboração de tesauros monolíngues. Brasília: Programa Nacional de Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior.
ISO 704. Principles and methods of terminology. Genève: ISO (1987), apud A. M. Cintra et alli (1994). Para entender as linguagens documentárias. São Paulo: Polis, APB (Coleção Palavra-chave, 4).
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LOPEZ-HUERTAS, M. J. (1997). «Thesaurus struture design: a conceptual approach for improved interaction». In: Journal of Documentation, vol. 53, n.º 2, pp.139-177.
LOURENÇO, Adriana (1996). A compilação de termos para elaboração de tesauros: revisão de literatura para conceituação e procedimentos. Marília: UNESP.
RANGANATHAN, S. R. (1960). Colon Classification. 6th ed. Bombay: Asia Publishing House.
SPITERI, Louise F. (1997) «The use of facet analysis in information retrieval thesauri: an examination of selected guidelines for thesaurus construction». In: Cataloging Classification Quarterly, vol. 25, n.º 1.
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19. UNESCO-IBE. Thesaurus de educação. Paris: UNESCO (1986).
VICKERY, B. C. (1980). Classificação e indexação nas ciências. (trad. Maria Christina Girão Pirola). Rio de Janeiro: BNG/ Brasilart.
[1] Trabalho integrado ao Grupo de Pesquisa em Análise Documentária da Faculdade de Filosofia e Ciências – UNESP, Campus de Marília, sob apoio da FAPESP.

[2] Professora Doutora do Departamento de Biblioteconomia e Documentação; Coordenadora do Grupo de Pesquisa “Análise Documentária” da UNESP, São Paulo, Brasil. E-mail: goldstar@unimedmarilia.com.br.

[3] Bibliotecária da Fundação de Ensino Eurípedes Soares da Rocha, Marília, SP – Brasil.

[4] Classificações facetadas “são esquemas de termos normalizados que apresentam assuntos simples, divididos em facetas homogêneas, obtidas pela aplicação rigorosa de características fundamentais e cada uma das classes básicas é acompanhada de normas que permitem a representação de assuntos compostos e complexos”. (Campos, 1975, p. 28)

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