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Índice por autores

 

 

Norma social e aceitabilidade do neologismo

Éda Heloisa Pilla
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil

 

Esta comunicação constitui apenas um aspecto da segunda parte de um trabalho realizado sobre os neologismos derivacionais da língua comum do português contemporâneo enfocados sob o ponto de vista gerativista. Esse aspecto versa sobre os fatores psicossociais que atuam no processo de formação dos neologismos e, em particulr, sobre a norma social como fator de aceitabilidade do neologismo.

A língua é o lugar onde se encontram duas necessidades contraditórias: a mudança e a estabilização são inerentes ao sistema e resultam da necessidade de uma representação e expressão comum entre os membros de uma mesma comunidade para que possam se compreender mutuamente.

O sistema lingüístico traz consigo uma implicação de permanência, a chamada imutabilidade de Saussure (1972), que garante sua conservação como meio de comunicação da comunidade.

Quando falamos em imutabilidade, estamos nos referindo certamente ao signo lingüístico. Como bem colocou Saussure (1972), a própia naturaleza arbitrária do signo o torna imutável já que não há nenhum modo de algum indivíduo ou grupo de indivíduos (uma massa falante) racionalizar em torno de um dado signo, visto que ele não é racional.

Entendemos que o falante, premido por necessidades variadas, usa fartamente sua criatividade e necessidade de inovar a língua no encadeamento dos signos em enunciados. A língua lhe permite uma liberdade ilimitada na formação dessas frases devem ser de conhecimento comum da massa falante. Nesse ponto de-se observar que a linha divisória entre o que se convencionou chamar de sintaxe e de léxico não é estanque. A associação de signos em frases pode não ser tão livre a ponto de se desfazer totalmente (veja-se o caso das expressões idiomáticas, colocações e da fraseologia em geral) e a estrutura da palavra não é tão rígida quanto se crê.

A sintaxe lexical, onde se inserem os derivados em geral, e aqui falamos precisamente dos neologismos derivacionais, nos mostra que, ainda que limitada, pode haver certa liberdade na composição e decomposição de palavras. Podemos dizer, cada mais que, guardando as devidas proporções, afixos e radicais estão para a palavra como as palavras estão para a frase.

O léxico, em sua dualidade significado/significante, participa ao mesmo tempo da estrutura lingüística, do mundo em evolução e do domínio da significação que sua representação implica.

Onde ocorre a neologia? Na desproporção entre o caráter ilimitado da realidade a exprimir e o número limitados de elementos ou grupo de elementos usados para exprimi-la. Qualquer nova realidade do mundo físico ou psíquico ou social, uma descoberta cintífica, um novo procedimento industrial, uma modificação na vida social, uma nuance do pensamento, uma maneira nova de sentir ou de compreender algo antigo; tudo demanda um nome. Aí surge, implacável, o neologismo. Qualquer falante culto ou ignorante, um poeta ou um cientista, todos têm motivos para criar palavras novas.

Se consideramos a comunicação como o objeto de toda a simbolização operada pelo sistema de uma língua, seja ela no nível lexical ou frático, isto confere à língua um caráter social. O léxico, entendemos, está indelevelmente ligado à vida e à estrutura social de uma dada comunidade e constitui um reflexo desta última. Portanto, dentro do entendimento da língua como fato social, temos que entendê-la como uma instituição submetida às leis da evolução social dessa comunidade. As constantes e ininterruptas variações a que está sujeita a sociedade fatalmente repercutirão na língua criando condições na qual ela se desenvolve. Nesse sentido, as variações que ocorrem na língua são conseqüências das variações da sociedade. Em certas épocas essas conseqüências se evidenciam mediata ou indiretamente na língua, em outras, como na atual, imediata ou diretamente.

Ao longo de nossa investigação, nos deparamos com exemplos de neologismos coletados que podem muito provavelmente permanecer apenas na fala (parole) sem nunca adquirir um status de estabilidade que lhe permita passar à língua (langue). Entre esses estão alguns que se nos apresentam como fantasias ou excentricidades de apenas um sujeito falante. Em presença desses, a sociedade, representada pelo conjunto dos demais falantes, agirá em benefício de uma clareza ou eficácia da comunicação como um filtro, não deixando passar aqueles que obstaculizem esse processo ou vão de encontro a outros processos dos quais ela é guardiã.

Essa mesma norma social que determina as conveniências para um bom desempenho comunicacional entre falantes, também zela pela permanência dos signos bem aceitos, que acabam se materializando nos dicionários (passagem à langue). Estes, por sua vez, constituem o repositório da língua a que os falantes devem recorrer para se certificar dos significados ou até da grafia de uma palavra, como garantia social de corração da norma social emprol dese ordenamento necessário.

Uma prova de que a aceitação e o entendimento de sua mensagem são importantes para o falante é que, muitas vezes, ao perceber, no uso de um neologismo, uma situação desfavorável à comunicação, ele pode querer enfatizar (ou salvaguardar) sua criação através de sinalização metalingüística como itálicos ou aspas (se for na escrita) ou frases do tipo "o assim chamado", "o que pode chamar de", "por assim dizer", etc., seguidas ou precedidas no neologismo (na língua oral ou escrita).

A norma social se manifesta por um certa pressão da comunidade e do contexto lingüístico sobre o falante/criador. A norma social que atua sobra a aceitação ou não de um neologismo não é um fator unívoco, ela mesma sofrendo a influência de vários outros. entre estes está, sem dúvida, a analogía, que constitui uma segurança prévia da aceitação social e a produtividade ou a preferência, por força da sincronia, de uns afixos sobre outros, já que estamos falando de criação derivacional. O aspecto quantitativo do afixo, na formação de novos paradigmas, tem forte atuação na área psicossocial.

É preciso que se diga que a eficácia da norma social para julgar a aceitabilidade ou não de uma expressão lingüística varia em relação à sintaxe e ao léxico.

A competência lingüística da média dos falantes de uma dada comunidade não é a mesma para a sintaxe gramatical e a sintaxe lexical. Aí parece residir grande parte da dificuldade quanto ao uso e aceitação de uma nova unidade lexical. O falante reconhece mais facilmente frases mal formadas do que palavras mal formadas, porque ele, normalmente, domina melhor os processos gramaticais do que os lexicais. Isto ocorre por serem aqueles, em primeiro lugar, limitados e, em segundo, pela complexidade do léxico em sua dualidade significado/significante. Vale dizer que a norma gramatical tem como base processos, e a norma lexical, além de processos, o conhecimento quantitativo do léxico e o processo filosófico/conceitual da ligação significado/significante, já referida anteriormente.

O conhecimento quantitativo do léxico, por sua vez, depende de circunstâncias que variam de indivíduo para indivíduo em razão de dados pessoais, como escolaridade, hábitos deleitura, idade e meio social em que convive, entre outros. Em sociedades como a brasileira, com profundas diferenças econômico-sociais, e onde uma parcela reduzida da população tem acesso a uma escolaridade plena, torna-se bastante difícil para o usuário da língua manter unm domínio quantitativo razoável do léxico. Essa mesma camada da população que não tem acesso à cultura não o terá a dicionários, o que faz dela uma entidade pouco competente para o exercício da norma social como sanção, o que acarretará, em última análise, num inevitável empobrecimento da língua, já que essa massa falante se restringirá ao vocabulário de uso cotidiano.

Na questão que trata da analogia, foi mencionado que a criação de um neologismo derivacional tem dois momentos ou duas fases.

Uma é constituída, sob o ponto de vista gerativista, do nome-base que lhe dá origem, e sua inserção num esquema frástico que eventualmente leva à derivação da construção lexical. A outra, quando as transformações sujacentes se realizam como uma nova construção lexical, no discurso. Os elementos formadores do neologismo, bem como esquema frásico que lhe dá origem, como já foi dito, fazem parte da língua como elementos e processos. a realização só ocorre mesmo no discurso, e somente a partir desse momento ela está sujeita à aprovação ou não pela norma social. A norma social não pode ser invocada por uma virtualidade, ou imprevisibilidade.

Qualquer falante poderá, a partir de unidades lexicais disponíveis na língua, formular o argumento de que:

"a viagem produziu situações que provocaram impacto"

(e aqui temos um esquema frásico subjacente)

Isto, provavelmente, já foi dito ou escrito desta maneira inúmeras vezes. A construção frásica usada para revelar esse pensamento não deve causar estranheza a nenhum falante/ouvinte com uma competência lingüística média na língua portuguesa. O mesmo ocorrerá com os enunciados que se seguem:

"o fato de alguns alunos enfrentarem os professores lhes surpreendeu",
"vários jovens soviéticos são favoráveis a uma abertura política",
"esses objetos não são considerados jóias" e
"O caminhão abastece as vilas e carrega água como uma pipa".

Entretanto, se esses mesmos enunciados fossem produzidos com palavras até então inexistentes, eles certamente causariam estranheza ao ouvinte. Seria o caso de dizer:

"a viagem produziu situações impactantes",
"o enfrentamento por parte dos alunos surpreendeu aos professores",
"vários jovens soviéticos são favoráveis ao aberturismo político",
"aqueles objetos são considerados semijóias" e
"o caminhão-pipa abastece as vilas".

Comparando os enunciados, vemos que, nos exemplos acima, ocorreram palavras de criação recente que, sem dúvida, causarão impacto ao leitor/ouvinte que as desconhecia. Supongo que estejam sendo usadas pela primeira vez, tentaremos traçar a trilha que

impactante
enfrentamento
aberturismo
semijóia e
caminhão-pipa

devem percorrer até serem lexicalizadas, ou seja, palavras pertenecentes ao léxico do português.

Após examiná-las constatamos que se trata de uma associação de elementos conhecidos, porém uma associação inédita.

No primeiro caso, trata-se do substantivo "impacto" (ou do verbo virtual "impactar") acrescido do sufico "-ante" (designador do agente; contemporaneamente formador de adjetivo a partir de verbos), veja-se o caso dos exemplos já lexicalizados

estudante, combatente, ouvinte e pedinte
formados com o sufixo "-ante" e suas variáveis.

Como exemplo de não lexicalizados, citamos

monopolizante
energizante e
esquerdizante,

sendo os dois últimos derivados de verbos virtuais.

Somente a partir do momento de sua realização no discurso, como já foi dito, é que o destino do neologismo estará em jogo. Se seu criador estiver totalemtne convencido da importância de sua criação, provavelmente tornará a usá-la, aumentando as chances de ela se difundir pela possibilidade de ser eutilizada por outros falantes. Os falantes ainda poderão reter na memória, não a palavra em si, mas o mecanismo que levou alguém a criá-la, e cunhar outra palavra nos mesmos moldes. Nesse caso, permanecerá no ouvinte uma motivação, e esse, a partir de uma base ou de um afixo, poderá aplicar o mesmo esquema efetuando uma criação similar.

A imitação do esquema analógico estabelece um processo altamente fecundo quanto à criação de neologismos. A situação tende a ser contagiante, difundindo-se progressivamente, estimulada pela busca do novo, especialmente no discurso propagandista e proselitista.

Estabelecida a nova palavra, somente o uso disseminado no discurso de um número relativamente grande de falantes (e a passagem do tempo) fornecerá o reforço necessário para que perca o status de neologismo. Aceita pela norma social, será, enfim, lexicalizada.

O procedimento normal da maioria dos falantes de uma língua tende a ser mais conservador do que arrojado no que tenge à criação de palavras novas, reservando-se esse último a escritores, jornalistas e tradutores, além de outros. Esses, movidos por razões variadas, devem encontrar novos significantes para novos significados. O procedimento mais tradicional e conservador resulta da preocupação de falar e escrever "corretamente", seja pelo desejo de ser facilmente entendido por seu interlocutor, seja pelo simples receio de "errar".

Nesse ponto de nossa argumentação vale o registro de que, em nosso país, até agora, a língua-padrão (considerada correta) tem sido aquela falada por uma elite social e tem como modelo a língua escrita. Mesmo esta sofre as contingências de preconceitos e tabus. Os escritores normalmente tomados como exemplos (citados em entradas de dicionários) devem estar dentro dos cânones literários aprovados pela crítica oficial da comunidade e, não raro, pertencem a um passado distante. É que eles já estão consagrados, sendo seu valor dificilmente contestado ou reavaliado, o que não acontece com escritores vivos. Uma prova disto são os verbetes que ilustram nossos dicionários.

O que tem ocorrido, no presente, é que a maior fonte de neologismos continua sendo a língua escrita, mas, no caso do neologismo comum, não a língua literárias e sim aquela da imprensa escrita e falada. Os jornais e revistas, a mídia em geral, por estar mais próxima da realidade, do cotidiano e do dinamismo da evolução social, veiculam com maior presteza e atualidade a nomeação dos novos conceitos. Dessa mídia coletamos nosso corpus de duzentos e cinqüenta neologismos e que se encontram no apêndice deste trabalho.

Devemos entender que, embora a escrita não seja mais do que a representação da língua falada, ela tem mais prestígio do que a língua oral. Isto advém do fato de que, ao longo do tempo, tem sido a grafia usada para preservar a língua, o que a imagem acústica, daí também o cuidado com a ortografia. Esta institui-se como o aparelho normativo da língua e sempre que há dúvidas quanto à grafia e uso de uma dada palavra, acabamos por dirimi-las através de seu registro num dicionário. O que se constata, enfim, é que embora nunca represente a língua em seu estágio mais recente, o registro escrito tende a ser sempre tomado como base e fixa-se como uma norma.

 

Apêndice: corpus de neologismos

I - Sufixação

1. aberturismo
2. abismante
3. achismo
4. agendamento
5. agilização
6. agudizar
7. alavancagem
8. alavancar
9. ambientalismo
10. anfitrionar
11. antenar-se
12. anualizar
13. aperitivar
14. asteriscar
15. autarquista
16. autarquização
17. avaliando
18. aventuresca
19. aviônico
20. bandidagem
21. betenizar
22. bipar
23. blueseiro
24. brizolar
25. brizolista
26. caçavel
27. caciquismo
28. canetear
29. caretice
30. caricaturável
31. cartazete
32. cartolagem
33. catapultar
34. catastrofista
35. centrão
36. ciceroniar
37. civilizatória
38. clicada
39. coesionar
40. colapsado
41. collorido
42. collorir
43. conceitista
44. confeccionista
45. conversedo
46. coronelismo
47. cretinizante
48. criticidade
49. cronificar
50. cronístico
51. danceteria
52. deduragem
53. dedurar
54. descartabilidade
55. didaticismo
56. discursividade
57. dolarização
58. dolarizado
59. dolarizar
60. elencar
61. emancipacionista
62. emocionalizante
63. emocionalizar
64. emparedamento
65. energizante
66. enfrentamento
67. ensaístico
68. estreleta
69. favelização
70. fisiologismo
71. focalista
72. fontismo
73. fragilizar
74. fraldário
75. fundacional
76. futebolístico
77. garantista
78. gastança
79. historicizar
80. ideologizada
81. ideologizar
82. imediatidade
83. imexível
84. impactante
85. inconclusível
86. indetectável
87. inegibilidde
88. infantilizante
89. informatizado
90. intelectível
91. interiorizado
92. judiciarização
93. lambateria
94. largador
95. letrista
96. malufar
97. marajaísmo
98. maucaratismo
99. mauricice
100. medalista
101. mediatizar
102. megatonagem
103. metaleiro
104. micar
105. mimetizante
106. mimetizar
107. miserabilidade
108. miserabilizar
109. mobralizar
110. moelito
111. monetarização
112. monitorado
113. monitorável
114. mulherículo
115. mundanidade
116. narratividade
117. nutricionista
118. objetificante
119. oligopolizado
120. oscarizado
121. orientalizar
122. otenizar
123. pacotaço
124. paternalizar
125. pedetismo
126. pedinte
127. performático
128. platonice
129. platonização
130. platonizar
131. portabilidade
132. praticidade
133. preservacionismo
134. presidenciável
135. prestigiamento
136. primal
137. privilegiamento
138. produtivismo
139. quadrinista
140. ranquiado
141. recursal
142. reducionista
143. regramento
144. renovamento
145. revisteria
146. rotinizar
147. sacralidade
148. saudabilidade
149. sectarizar
150. semioticista
151. sexador
152. skatista
153. somatizar
154. sozinhez
155. sucateamento
156. sucatear
157. tarifaço
158. tematizar
159. terceirização
160. textualização
161. tipicismo
162. verbalístico
163. vitimizado
164. xenismo

II - Prefixação

1. a-ideológico
2. antiacne
3. antiapartheid
4. antibiográfico
5. anticancerígeno
6. anticandidato
7. anticorte
8. antidoping
9. antidroga
10. antieducativo
11. antiflacidez
12. antigreve
13. antiimpeachment
14. antiinflação
15. antimâfia
16. antimofo
17. antipsiquiatra
18. anti-racismo
19. anti-racista
20. anti-sequestro
21. antitabagismo
22. antitabagista
23. antitempo
24. antitruste
25. arqui-rival
26. desdramatizar
27. desimportância
28. desinvestimento
29. despolitização
30. desprofissionalização
31. hiperenergético
32. hiperinflação
33. hiper-realista
34. hiper-recessão
35. intercategoria
36. maxicobrança
37. maxipoupança
38. megaempresário
39. megaestrela
40. megaprodução
41. megaturnê
42. megassuíte
43. micocandidato
44. miniemissora
45. minissérie
46. monocausal
47. monocórdica
48. monopostos
49. multucromático
50. multiforno
51. multimídia
52. multiprocessador
53. multiusuário
54. poliesportiva
55. pós-barba
56. pós-Brasília
57. pós-choque
58. pós-contato
59. pós-crack
60. pós-militar
61. pós-moderno
62. pós-pacote
63. pós-venda
64. pré-aprovado
65. pré-democracia
66. pré-pacote
67. quadrissemana
68. refamiliarização
69. reindexação
70. remonetização
71. semi-esquecimento
72. semi-invalidez
73. semijóia
74. semilento
75. semi-ocupado
76. semipronto
77. subtratamento
78. supercifras
79. supercongelamento
80. superdimensionado
81. superexposto
82. superfera
83. superinflação
84. superinflacionário
85. supermicro
86. superpresidente
87. superproteção
88. superstar
89. superurbana
90. supervalorizada
91. suprainstitucional
92. ultradesleixado
93. ultradireita
94. ultra-entreguista
95. ultraliberalismo
96. ultranacionalismo
97. ultra-reformista

III - Composição

1. acadêmico-sazonal
2. aerotrem
3. afrobaiano
4. agroecológico
5. apart-hotel
6. atividade-meio
7. atriz-produtora
8. autofinanciamento
9. auto-rádio
10. barqueata
11. beatlemania
12. biodança
13. biodiversidade
14. biotecnologia
15. caça-frango
16. caipiródromo
17. camelódromo
18. caminhão-pipa
19. cara-pintada
20. carreata
21. carro-chefe
22. caso-limite
23. centro-direita
24. cnetro-europeu
25. cheque-fantasma
26. cleptocracia
27. cocainômano
28. data-base
29. decisão-base
30. decisão-chave
31. dólar-turismo
32. ecoturismo
33. ecoxiíta
34. efeito-estufa
35. enoteca
36. entrevista-denúncia
37. escola-fazenda
38. estético-erótico
39. estrela-atriz
40. ético-político
41. fazenda-modelo
42. fotocopiadora
43. foto-levantamento
44. fotomodelo
45. fracassomania
46. geoeducacional
47. geoprocessamento
48. glaciólogo
49. homem-banda
50. homem-máquina
51. hotel-fazenda
52. imunideficitário
53. maconhicultor
54. maconhicultura
55. motoserra
56. narcotráfico
57. nomecídio
58. papo-cabeça
59. partido-irmão
60. político-partidário
61. ponto-chave
62. porno-shop
63. psicocrítico
64. psicotranse
65. quase-paganismo
66. radiocassete
67. rodonave
68. samba-enredo
69. seguro-desemprego
70. sem-terra
71. showmício
72. social-democracia
73. telacar
74. telebiografía
75. telebusca
76. telechaveiro
77. teledramaturgia
78. telentrega
79. telefranco
80. telegênico
81. telepizza
82. telessérie
83. testicocefalia
84. vale-refeição
85. vale-transporte
86. vale-troco
87. videogame
88. videolocadora
89. videoteca
90. xenoenxerto

 

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