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Índice por autores

 

 

II Simpósio Latino-americano de terminologia
I Encontro brasileiro de terminologia técnico-científica

Relatório Final

 

1. Observações gerais

De 10 a 14 de setembro de 1990, realizou-se na cidade de Brasília - Distrito Federal, Brasil, o II Simpósio Latino-americano de Terminologia Técnico-científica, promovido pela Secretaria da Ciência e Tecnologia da Presidência da República/Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico / INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA.

Este evento teve como objetivo contribuir para o fortalecimento do intercâmbio entre especialista, bem como propiciar o desenvolvimento de atividades cooperativas na área de Terminologia entre instituições e países latino-americanos.

O tema central estabelecido foi 'Terminologia Técnico-científica", os temas específicos trataram de "Padronização Terminológica", "Princípios Teóricos", "Metodologias da Pesquisa Terminológica", "Formação Profissional", "Documentação e Terminologia" e "Terminologia e sua relação com outras disciplinas".

Os trabalhos desenvolveram-se por meio de quatro grandes tipos de atividades, a saber, Painéis, Sessões de Comunicações, Oficinas e Grupos de Trabalho, todas devidamente organizadas, de modo a que um coordenador se utilizasse de procedimentos específicos para dirigir os trabalhos pelos quais era responsável. Totalizaram-se 40 h de atividades de natureza vária e múltipla, em que se apresentaram 22 exposições em painéis e 39 em sessão de comunicações; desenvolveram-se 5 oficinas e 3 grupos de trabalho.

 

2. Da programação técnica

A programação técnica se compôs das seguintes atividades:

Dia 10/09/90 (segunda-feira). Às 8h, procedeu-se à entrega de material; às 10h, teve início a sessão solene de abertura, em cuja mesa estiveram presentes as seguintes autoridades: Dr. José Duarte de Araújo - Diretor das Unidades de Pesquisa do CNPq, Dr. António Lisboa Carvalho de Miranda - Diretor do IBICT, Sra. Maria Carmen Romcy de Carvalho - Presidente do II Simpósio Latino-americano de Terminologia e I Encontro Brasileiro de Terminologia Técnico-científica, Profa. Enilde L. de J. Faulstich - Relatora Geral dos eventos, Dr. Nagib Leitune Kalil - Diretor de Cooperação Internacional do SENAI, Dr. Daniel Prado - Diretor da União Latina, Dra. Michele Boroni de Sanchez-Végas - Secretária Executiva da Rede Ibero-americana de Terminologia, Dr. Gerhard Budin - Representante do International Information Centre of Terminology e Prof. António Houaiss - Academia Brasileira de Letras.

A sessão foi presidida pelo Dr. José Duarte de Araújo que, após cumprimentar todos os presentes e relevar a importância do evento, passou a palavra ao Prof. António Houaiss para proferir a conferência de abertura, momento em que foram ressaltadas "algumas premissas relativas à palavra: a sua história, a sua amplitude, o seu uso instrumental".

Às 14h, teve início a sessão de comunicações, coordenada por leda Maria Alves (USP), na qual foram expostos 8 trabalhos; a relatora da sessão foi Ana Rosa dos Santos Rodrigues da Silva (UFPA).

Dia 11/9/90 (terça-feira). Às 8h30, iniciou-se o painel Terminologia e Transferência Tecnológica, coordenado por Marisa Barbar Cassim (CNPq), com 5 expositores; a relatora foi Haruka Nakayama (UnB). Às 14h, a sessão de comunicações, coordenada por Maria Tereza Biderman (UNESP), contou com a apresentação de 9 trabalhos. Foi relatora da sessão Maria Angélica Rodrigues Quemel (IBICT).

Dia 12/9/90 (quarta-feira). Às 8h30, o painel Bancos Terminológicos: implantação, operação e serviços, coordenado por Francisco Gomes de Matos (UFPe), contou com a presença dos 4 participantes; a relatora foi Lígia Maria Café de Miranda (IBICT). Às 14h, a sessão de comunicações, coordenada por Maria Aparecida Barbosa (ANPOLL), compôs-se de 11 trabalhos; a relatora foi Maria de Fátima Diniz Lobo (IBICT)

Dia 13/9/90 (quinta-feira). Fez-se necessária uma alteração na seqüência pré-estabelecida de apresentação dos painéis. Neste dia, por conseguinte, às 8h30, iniciou-se o painel Cooperação Terminológica, em lugar do de Tradução Técnico-científica e Tradução Automática, que passou para o dia seguinte. O trabalho foi coordenado por Marisa Brascher B. Medeiros (IBICT) e contou com a participação de 9 expositores; foi relatora Bertha Nelly Cardona de Gil (ICFES). Às 14h, teve início a sessão de comunicações, coordenada por Nelly Medeiros de Carvalho (UFPe), na qual foram expostos 13 trabalhos; o relator da sessão foi António Felipe Corrêa da Costa (IBICT).

Dia 14/9/90 (sexta-feira). Às 8h30, iniciou-se o painel Tradução Técnico-científica e Tradução Automática, coordenado por Maria Cândida Bordenave (PUC/RIO), com a participação de 5 expositores; foi relatora Ciomara Ferreira Campos (UFOP). Às 15h, deu-se início à sessão de encerramento, sobre a qual discorreremos mais adiante.

 

3. Da composição das oficinas e grupos de trabalho

Paralelamente às sessões de comunicações, realizaram-se Oficinas e Grupos de Trabalhos.

As oficinas, em número de 5, desenvolveram os seguintes temas:

Programa de elaboração de tesauro em microcomputador, coordenada por Bianca Amaro de Melo (IBICT);

Fundamentos de terminologia, coordenada por Ciomara Ferreira Campos (UFOP);

Metodologia para implantação de Bancos Terminológicos, coordenada por Doris Sanches Pinheiro (ABNT);

Critérios para normalização de terminologias, coordenada por leda Maria Alves (USP) e Maria Tereza C. Biderman (UNESP).

Processamento de textos interlineares, coordenada por David Lee Fortune (UnB).

Os Grupos de Trabalho, em número de 3, tiveram como meta discutir temas previamente definidos e apresentar à Comissão Organizadora relatório com propostas técnicas e operacionais.

GT- Tesauro de Ciência e Tecnologia, coordenado por Lígia M. Café de Miranda (IBICT), com 15 participantes, cumpriu suas atividades nos dias 11 e 12 de setembro de 14 às 17:45h.

GT - Trabalho de Normalização Terminológica, coordenado por Hagar Espanha Gomes (SAF/SINFOR), com 13 participantes, reuniu-se nos dia 11,12 e 13 de setembro, de 13 às 17h45.

 

4. Da II Assembléia da Rede Ibero-americana de Terminologia

Como continuidade do evento, no dia 13/9, na tarde de quinta-feira, realizou-se a II Assembléia da Rede Ibero-americana de Terminologia (RITerm), no Auditório do IBICT, cujos resultados foram os que se seguem.

 

1. Estiveram presentes 24 membros, a saber:

Amélia de Irazazabal Nerpell (ICYT), António Miranda (IBICT), António Valle (ICYT), Ariadna Puiggené (TERMCAT), Aurora Martin de Santa Olalla (Sociedad Estatal Quinto Centenário), Bertha Nelly Cardona de Gil (ICFES), Célia Molina (SADIO/ASINDOC), Daniel Prado (União Latina), Francisco Marcos Marin (Sociedad Estatal Quinto Centenário), Gehrard Budin (INFOTERM), João Gomes dos Santos (SENAI/DN), Lety Gaete (CEPAL/CLADES), Lígia Maria Café de Miranda (IBICT), Lucila Obando Velasquez (Universidad Javeriana), Maria Carmen Romcy de Carvalho (IBICT), Maria Eugenia Franceschi (INTEVEP), Maria Isabel Diéguez (PUC/Chile), Marisa Brascher Basilio Medeiros (IBICT), Michele Boroni de Sánchez-Végas (Secretária Executiva da RITerm) - Coordenadora da Sessão, Monica Remes (ISIT), Ricardo Gietz (UNESCO/SIIT), Robert Preis (UFF), Rosa Maria Lazo (PUC/Chile), Yêda de Lima Pacheco (ABNT).

 

2. A pauta da assembléia foi a seguinte:

2.1 Eleição da Secretaria Executiva para o período 1990 a 1992.

a. A Secretaria Executiva da RITerm, que ainda estava em vigor, fizera breve relato das atividades desenvolvidas no período de 1988 a 1990.

b. O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), apresentou-se como candidato único para sediar a Secretaria Executiva da RITerm, no período de 1990 a 1992.

A representante do IBICT, Maria Carmen Romcy de Carvalho, ressaltou a competência do IBICT para assumir a Secretaria Executiva, ao considerar que a RITerm caracteriza-se como uma rede de informações e que, por sua vez, o IBICT é uma instituição nacional que possui ampla experiência no desenvolvimento e coordenação de redes e sistemas de informação.

Por ter havido consenso entre os presentes, o IBICT foi eleito como nova sede da Secretaria Executiva da RITerm.

Em continuidade prosseguiram as discussões quanto às modalidades de funcionamento da RITerm e chegou-se aos seguintes procedimentos:

1. Os objetivos da Rede permanecem como se encontram definidos no documento da criação da RITerm, ocorrida em 1988, durante a realização do I Simpósio Latino-americano de Terminologia, em Caracas, Venezuela.

2. A rede atuará de forma centralizada quanto à coleta, armazenagem e difusão das informações e descentralizada quanto ao desenvolvimento de projetos e prestação de serviços. Isto significa que os membros poderão comunicar-se e desenvolver atividades bilaterais, comprometendo-se, entretanto, a manter a Secretaria Executiva informada acerca do trabalho que está sendo realizado.

3. A Secretaria Executiva funcionará, dessa forma, como um "Centro Referencial", já que repassará as informações recebidas a todos os membros da RITerm.

4. A comunicação dos membros com a Secretaria Executiva deverá ser feita por meio da utilização de um formato padrão de envio de informações.

5. A divulgação das atividades da RITerm far-se-á por boletins e revistas já existentes, reservando-se uma seção específica em cada periódico com um formato de apresentação comum.

6. A Secretaria Executiva, que sediou a RITerm até então — a Universidad Simon Bolívar—, repassará a base de dados com informações sobre os membros ao IBICT que se responsabilizará por sua reestruturação e atualização.

7. Os projetos definidos como prioritários serão desenvolvidos por Grupos de Trabalho, assim constituídos:

a. GT1 - Ensino e Capacitação em Terminologia
TERMCAT (Espanha) - Coordenador
ISIT (México) Universidad Javeriana (Colônia)
INFOTERM
Pontifícia Universidad Católica (Chile)
Universidad Simon Bolívar (Venezuela)
Universidade de Brasília (Brasil)
Universidade Federal Fluminense (Brasil)

b. GT2 - Formato de Intercâmbio de Informação
IBICT (Brasil) - Coordenador
TERMCAT (Espanha)
TERMESP (Espanha)
SADIO/ASINDOC (Argentina)

c. GT3 - Inventário de Recursos Terminológicos
União Latina - Coordenador
ICFES (Colômbia)

d. GT4 - Estatuto da RITerm
IBICT - (Brasil) - Coordenador
ICFES - (Colômbia)
Universidad Simon Bolívar - (Venezuela)

e. GT6 - Captação de Recursos
União Latina - Coordenador
IBICT-(Brasil)
EUROTRA - (Espanha)
INFOTERM - (Áustria)
CEPAL/CLADES - (Chile)

Os GTs serão mantidos até à conclusão do projeto. A Secretaria Executiva poderá sugerir a participação de instituições em GTs de acordo com a competência (atuação) na área específica do Grupo. Os membros da Rede, por sua vez, poderão participar, de forma voluntária, de GTs de seu interesse. Quanto às instituições, aquelas que quiserem participar de GTs deverão manter a Secretaria Executiva informada acerca do projeto em curso.

Cabe à Secretaria Executiva definir o sistema de comunicação a ser adotado. Entre outros, foram sugeridos a BITNET e o Correio Eletrônico.

Ao final da Assembléia, foram feitos agradecimentos à Secretaria Executiva que finda seu mandato.

 

5. Da sessão de encerramento

Dia 14/9/90 (sexta-feira). Às 15 horas, no auditório da Confederação Nacional da Indústria, teve início a Sessão de Encerramento do II Simpósio Latino-americano de Terminologia e do I Encontro Brasileiro de Terminologia Técnico-científica. A Presidente dos eventos, Sra. Maria Carmen Romcy de Carvalho fez a chamada para composição da mesa, que ficou assim constituída: Dr. António Miranda Lisboa de Carvalho, Diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Embaixador da Espanha, Sr. José Luiz Crespo, Dr. Francisco Marcus Marin, representante da Sociedad Estatal Quinto Centenário, Profa. Enilde L. de J. Faulstich, Relatora Geral dos eventos e Sra. Maria Carmen Romcy de Carvalho.

Os trabalhos foram abertos pelo Presidente da mesa, Dr. António Lisboa Carvalho de Miranda, que discorreu sobre a importância dos eventos, dos seus resultados para o desenvolvimento da terminologia técnico-científica e para a aproximação das comunidades ibero-americanas. Reafirmou, ainda, o apoio da Diretoria do IBICT em dar continuidade aos ideais que motivaram a realização dos eventos e comprometeu-se a consolidar a Secretaria Executiva da Rede Ibero-americana de Terminologia; em seguida agradeceu à Comissão Organizadora e a todos que contribuíram para o êxito dos trabalhos.

Depois disso, a Presidente do Simpósio passou a ler a pauta dos trabalhos: leitura do Relatório Final e votação das recomendações; leitura do Informe da II Assembléia da Rede Ibero-americana de Terminologia; informe sobre a realização do III Simpósio. A seguir passou a palavra à Relatora Geral que fez a leitura do Relatório Final e recomendações.

Foram de 3 naturezas as recomendações lidas e postas para avaliação em Plenária.

1. Recomendações Gerais, extraídas dos documentos do Simpósio e do Encontro.

2. Recomendações dos Grupos de Trabalho.

3. Recomendações dos participantes de Painéis.

 

I. Das recomendações gerais:

1. Criação no Brasil, de um Banco de Termos em Ciência e Tecnologia, cuja alimentação deverá se dar de forma cooperativa.

2. Criação de um Grupo de Trabalho, no âmbito da Rede Ibero-americana de Terminologia, para tratar de formatos de intercâmbio para registro de dados terminológicos.

3. Inclusão de índices e glossários nos livros científicos brasileiros.

4. Criação de uma Comissão de Estudo, não Integrada da ABNT, que definirá diretrizes e metodologias e procedimentos gerais para elaboração de trabalhos terminológicos.

5. Criação de comissões de estudos de Terminologia nos Comitês Brasileiros da ABNT, contando com a participação de, entre outros especialistas, de lingüistas, terminólogos etc.

 

II. Das recomendações dos Grupos de Trabalho:

O Grupo de Trabalho de Tesauro de Ciência e Tecnologia, coordenado por Lígia M. Café de Miranda, após discussões, considerou que:

1. é progressivo o número de serviços de informação automatizados no Brasil;

2. a linguagem documentária do tipo tesauro é o instrumento mais adequado para o tratamento e recuperação da informação dos serviços de informação brasileiros;

3. os esforços, ainda que significativos, existentes no desenvolvimento dos tesauros especializados brasileiros se fazem de maneira isolada;

4. há má adequação dos modelos estrangeiros importados e adaptados ao contexto brasileiro;

5. há falta de padronização da terminologia e há carência de uniformidade da indexação nas áreas de C&T.

Com base no exposto, o Grupo de Trabalho, por unanimidade, apoiou a proposta de elaboração do Tesauro Brasileiro em Ciência e Tecnologia e apresentou as seguintes recomendações:

1. que a elaboração do Tesauro se faça por meio do Projeto Cooperativo do IBICT com instituições especializadas, as quais se responsabilizarão pelo desenvolvimento de áreas de assunto;

2. que se crie uma rede em que o IBICT atue como coordenador geral e as coordenações setoriais fiquem a cargo das instituições participantes, cabendo a estas identificar bibliotecas que atuem na área de responsabilidade.

Assim sendo, será da competência do IBICT:

a. captar recursos para o desenvolvimento do Tesauro;

b. convidar formalmente instituições para participarem do projeto e, para tal, firmar convênios;

c. elaborar programa de treinamento para repasse de metodologia aos grupos setoriais, bem como orientar na atribuição de tarefas aos coordenadores setoriais e às unidades participantes do projeto;

d. formar uma Comissão Técnica, com cerca de 10 especialistas, para criar metodologia que leve em conta elaboração e manutenção do Tesauro. Sugere-se que sejam considerados pontos, tais como: criação de critérios para seleção e para forma dos termos; estabelecimento das relações hierárquicas e associativas entre termos; definição do perfil do tesauro (se facetado ou categorizado); produção de formulários para coleta de termos;

e. divulgar os trabalhos em curso, concluídos e as decisões das coordenações.

O Grupo de Trabalho de Normalização Terminológica, coordenado por Hagar Espanha Gomes, considerando a necessidade de:

1. estabelecer princípios, métodos e técnicas de Terminologia e Terminografia;

2. estabelecer um canal formal para o acompanhamento e divulgação das atividades na área de Terminologia no Brasil;

3. armazenar e divulgar terminologias técnico-científicas normalizadas, e

4. evitar a duplicação de esforços e de uniformizar métodos e técnicas de trabalho entre as diversas instituições que atuam na área de Terminologia, resolveu propor:

a. a criação de um Comitê Brasileiro de Terminologia junto à ABNT, nos moldes do TC-37 da ISO;

b. a criação, por meio de ações cooperativas, de uma rede nacional de informações na área de Terminologia;

c. a formação de um grupo de trabalho para estudar a viabilidade de desenvolver cooperativamente um banco de termos em C&T, de modo a tornar acessível ao usuário os termos normalizados e os de uso corrente;

d. a criação de meios que visem à integração/articulação entre as diversas instituições, tais como: universidade, centros de pesquisa e desenvolvimento, órgãos governamentais, agências de fomento, empresas privadas, associações civis etc.

O Grupo de Trabalho de Produção de Instrumentos Terminográficos, coordenado por Enilde L. de J. Faulstich, após análise de "modelos" de glossários, e exclusivamente do modelo original elaborado pela coordenadora do GT, considerou que:

1. pela necessidade de um modelo prévio de ficha terminológica que sirva de matriz para a coleta de termos e gestão de banco de dados terminológicos e

2. pela necessidade de se ter um modelo prévio de glossário, que sirva de matriz para o desenvolvimento de projetos terminológicos, resolveu:

1. aprovar, depois de analisar e sugerir alterações, o modelo de FICHA TERMINOLÓGICA elaborado pela coordenadora do GT para que passe a figurar, como um documento útil para a recolha de termos, no corpo de um projeto de glossário. Ficou decidido também que a FICHA é um documento útil para fomentar bancos de dados;

2. acatar o modelo de glossário, elaborado pela coordenadora do GT, como uma matriz de projetos terminográficos, desde que retirados os aspectos idiossincráticos e inseridas as sugestões indicadas e acatadas pelos membros do GT. Depois de revisto pela coordenadora, a nova cópia será enviada para o IBICT como proposta a contemplar o item 2 dos considerados desde GT.

 

III. Das recomendações dos Painéis

1. Elaboração de um programa de treinamento sobre os seguintes temas: Teoria Geral de Terminologia, Bancos de Dados Terminológicos, Normalização Terminológica e Documentação em Terminologia, entre outros. Esta atividade ficará sob a responsabilidade da coordenação deste Evento ou de algum órgão a ser instituído para tal.

2. Estreitamento de cooperação com Portugal na área de Terminologia para intercâmbio de informação e de projetos não só em níveis institucionais e acadêmicos, mas também no âmbito da Comunidade Econômica Européia.

3. Em nível de Universidade, recomenda-se ofertar a disciplina Terminologia nos cursos de Letras, de Tradução, de Lingüística e de Biblioteconomia, bem como incentivar a participação de outras áreas nos estudos terminológicos.

4. Em nível de empresas e de administração pública, recomenda-se a criação de centros terminológicos que atuem em convênio com universidades para normalização terminológica em sua área de competência.

E ainda:

5. Que entre países latino-americanos

a. realizem-se análises conjuntas da nomenclatura oficial para inovar, alterar ou corrigir a nomenclatura aduaneira;

b. haja uniformização da terminologia técnica para que se chegue à elaboração de um glossário de termos técnicos espanhol/português;

c. uniformizem-se normas técnicas de terminologia e estabeleça-se intercâmbio de informações normativas e de documentos técnicos, que atualizem as normas técnicas terminológicas já existentes.

As recomendações foram postas em votação e aprovadas em Plenária.

Durante o desenvolvimento dos trabalhos, chegou ao auditório o Dr. José Rincón Ferreira, Vice-Diretor do IBICT, que foi convidado a participar da mesa e presidir os trabalhos, de vez que o Diretor se retirara por motivos de viagem ao exterior.

Ao final da sessão, foi proposta a criação de um Núcleo de Pesquisa em Terminologia e Terminografia, que tem por objetivo o desenvolvimento de estudos e pesquisas de Terminologia e Terminografia, com base na Teoria Geral da Terminografia. A proposta, aprovada em Plenária, teve o endosso de 25 interessados, sob a forma de abaixo-assinado: Guido Irineu Engel/UFPr, Maria Lúcia Machado de Lorenci/UFRGS, Wanda Lúcia Schimidt e Sousa, Maria Aparecida Barbosa/USP, Nelly Medeiros de Carvalho/UFPe, Ieda Maria Alves/USP, Maria da Graça Krieger/UFRGS, Terezinha Oliveira Fávero/UFRGS, Bianco Amaro de Melo/IBICT, Hagar Espanha Gomes/SAF/SINFOR, Enilde L. de J. Faulstich/UnB, Haruka Nakayama/UnB, Dinorah O. Mendes/UnB, João Dino F. P. dos Santos/UnB, Hélio Karamoto/IBICT, Silvia Barcellos/IBICT, Luís Álvaro S. Passeggi/UFRN, Gisela da Rocha e Silva Guide/Universidade Católica Santos-SP, Myriam de Oliveira Kuho/Universidade Católica Santos-SP, Catherine Carras/SP, Ligia Maria Café de Miranda/IBICT, António Felipe Corrêa da Costa/IBICT, Ciomara Ferreira Campos/UFOP, Lígia Abramides Testa/CPS-SP.

Participaram dos eventos representantes de 8 países, a saber, Chile, Venezuela, Colômbia, França, Espanha, Argentina, México, Áustria e Brasil.

Foram cerca de 52 as Instituições representadas no II Simpósio Latino-americano e I Encontro Brasileiro de Terminologia Técnico-científica, a saber:

IBICT, SENAI, UnB, UFF, UNESP, USC, UFBA, CNI, UFPA, ABNT, UFPr, SAF/SINFOR, Universidade Javeriana, UNISYS, USP, ICYT, UFPe, Pontifícia Universidade Católica do Chile, ANPOLL, UFRJ, ISIT, Universidade Clermont-Ferrand, EPM, INTEVEP, IAC, Universidade Sorbonne Paris III, PUC/Rio, Senado Federal, UNESCO/SIIT, UFOP, UFRGS, União Latina, RIT, INFOTERM, Sociedad Estatal Quinto Centenário, ICFES, INMETRO, ITA/CTA, TERMCAT, CEPAL/CLADES, Universidade Simón Bolívar, ASINDOL/DADI, CENTRE JACQUES AMYOT, UFRN, CIRM, IBM, MERCEDES BENS, SADIO/ASINDOC, CIN/CNEN, MPEG, entre outros.

Por último, a presidente do Simpósio informou que, conforme decisão da Assembléia do I Simpósio Latino-americano de Terminologia, ocorrido em Caracas em 1988, a Espanha já havia sido indicada para sediar o Simpósio em 1992 e solicitou ao representante da delegação espanhola para informar a respeito. O Dr. Francisco Marcus Marin confirmou a aceitação da Espanha em Sediar o III Simpósio, e apresentou algumas ações já encaminhadas junto a empresas e instituições espanholas para a realização do evento. O Embaixador da Espanha apoiou oficialmente a proposta, ao mesmo tempo em que informou sobre o grande interesse da Espanha em sediar evento de tal natureza. Às 16h30, o Vice- Diretor do IBICT agradeceu a presença de todos e encerrou a Sessão.

Ciente da importância das informações constantes deste relatório, eu, na condição de Relatora Geral do II Simpósio Latino-americano de Terminologia e I Encontro Brasileiro de Terminologia Técnico-científica, assino o documento.

Enilde L. de J. Faulstich
Relatora Geral

 

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